“Entretanto, um mistério acontecido no último dia do ano 2025 ainda não foi solucionado. Daria uma novela com o título O Mistério da Faca Perdida”
Vencidos os primeiros dias de 2026, com brindes, ceias familiares, fogos de artifício – aqui não acontecidos, nossos pets que agradeçam –, agora é que a realidade da vida no Planeta Terra começa a mostrar-se.
A ECO-30 não colheu as decisões necessárias, e o ponto máximo de saturação do ar e da vida da natureza está mais próximo do que antes.
Contra todos os bons propósitos dos ativistas da salvação do Planeta, as guerras atingem seu clímax com a invasão da Venezuela, a prisão de Maduro e a apreensão de seus navios petroleiros. Tudo por conta do elemento mais perigoso para nossa vida, o petróleo, com suas chaminés poluidoras do ar, das águas, das matas, de nossas vidas. Ucrânia, Síria, Líbia e Afeganistão ficaram na segunda página.
Como foi possível ao Trump invadir a Venezuela e chegar ao refúgio onde se escondera seu ditador, quando esse personagem mantinha um poderoso exército, de uns quatrocentos generais, responsável por sua guarda e suas ordens? Dizem – resguardadas as fontes – que o dinheiro do petróleo venezuelano é que mantinha esses oficias com altos soldos, enquanto a população passava miséria. Onde estava essa guarda poderosa? Mistério.
Agora, Trump exulta com suas estratégias e pretende invadir outras repúblicas latino-americanas para expandir seu império.
Enquanto tudo isso acontece, procuramos viver nosso quotidiano em paz, união e muito calor humano. Nossas Campanhas de Natal e Ano Novo distribuindo gêneros alimentícios, roupas, utensílios e até brinquedos para os que mais precisam; preces se elevam em todas as igrejas pela salvação do mundo e da vida.
Mas, em meio à nossa alegria de reunir a família neste começo de ano, vivemos alguns momentos de tensão por indisposições na saúde, que graças a Deus foram tranquilizadas.
Entretanto, um mistério acontecido no último dia do ano 2025 ainda não foi solucionado. Daria uma novela com o título O Mistério da Faca Perdida. Pois é, há uns dois anos, minha faca de cortar pão, que eu ganhara de casamento da Sônia G. Freitas e das duas funcionárias de seu Salão de Beleza, sumiu. Toda a família procurou, armários foram esvaziados e vistoriados em cada canto. As semanas se passaram, novas buscas foram feitas, não houve lugar que não fosse revistado. A faca tinha uma carinhosa dedicatória e o nome das três doadoras. Era forte, de dentinhos miúdos, mas serrilhados, especial para cortar pão. Volta e meia eu me queixava de sua falta na gaveta dos talheres.
E no dia 31 de dezembro do ano findo, enquanto punha a mesa para o almoço da família, abro a gaveta, e lá estava ela, reluzente como nunca, comodamente assentada sobre todos os companheiros, como se nada tivesse acontecido com ela. Como explicar esse mistério? Talvez Poirot ou Miss Marple resolvam essa charada.
Que Deus nos abençoe e faça os milagres que precisamos para a vida do Planeta e a nossa.