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“Pois justo deram a notícia
Uns em férias, outros em Brasília
Quem é lobo, morre lobo
Não se aparta da matilha
Usa pele de cordeiro
Mas numa hora destrilha”
Seu prefeito, homem vaidoso,
Já tem um ano na função
Meteu mídia dia e noite
Tonteando a população
Vendendo a ideia de que é Deus
Nessa nova encarnação
Pra quando menos esperavam
Lhes atacar de traição
O povo, pobre do povo,
Coisa igual não conhecia
Se reclamava uma obra
E ao santo homem pedia
Ele mesmo ou um seu assecla
Na mesma hora atendia
E os puxa-sacos do homem
Em permanente euforia
E a pequena oposição
“pastava” sem argumento
Pouco ou nada contestava
Conformada no momento
O coro da tropa de choque
Lhes chamando de jumento
Já batendo o desespero
Viu São Pedro mudar o vento
Chegaram os novos carnês
Pra pagar o IPTU
Meteram a mão no seu bolso
Pra recompletar o baú
Chamaram o povo de besta
Que não entende do angu
Para mudar Caçapava
O preço quem paga é tu
Coisa feia enganar os pobres
Prejudicando as famílias
Pois justo deram a notícia
Mas numa hora destrilha
E agora, como é que fica?
Lhes pergunta o Coronel
Já atocharam os contribuintes
Em plena lua de mel
Pra quem que vão se queixar?
Pra sair desse mundéu
Talvez só reste a saída
De rezar pra Deus do céu.