“No atual estágio de minha vida, não há retorno possível, por isso é tão importante agir com sabedoria e sensibilidade em todas as circunstâncias, para não haver arrependimento”
Nas minhas curtas viagens deste verão, fui observando como havia sinais de retorno nas estradas. De 500m, até 1km, seria possível voltar atrás. Imaginei alguém arrependido, que deixara o ente amado e queria fazer as pazes. Ou esquecera algo importante: o celular, por exemplo. Sem ele, faltariam não só as mensagens, mas formas de pagamento, Pix, transferências. Documentos importantes. Notícias locais e do mundo. Teria de buscá-lo.
Lembrei algumas vezes que meus filhos, então adolescentes e em faculdade, esqueciam até a chave do apartamento, algum livro ou trabalho importante para apresentar. A solução era o telefone antigo, para eles o orelhão, e daqui de casa eu providenciava que um tio ou uma tia o recebesse naquela noite. Depois, eu mandava o que esqueceram por alguém conhecido que embarcava para PoA.
Mas, no atual estágio de minha vida, não há retorno possível, por isso é tão importante agir com sabedoria e sensibilidade em todas as circunstâncias, para não haver arrependimento.
E o pecado mais penoso que carrego é a omissão. Na casa vizinha, chegou um caminhão de mudanças. E eu nem cheguei a visitar a família, nos três anos que esteve próxima.
Ainda bem que pessoas importantes arrependem-se a tempo de compartilhar dos horrores que seu Governo está praticando contra o Irã, o Líbano e tantos outros países do Oriente e do Ocidente. Um dos principais representantes do Governo Trump abandonou o governo, pois não apoiou a invasão do Irã, por considerá-la desnecessária e que se resolveria com acordos.
Mas a ganância por novos territórios, poder e riquezas é a tendência dos imperialistas que, em nome da Democracia, arrasam nações inteiras, matam o corpo e a alma das vítimas, que perdem lares, tradições, negócios, escolas, postos de saúde, e não têm para onde ir.
Não vamos longe para mostrar como a atração do luxo, do dinheiro fácil, da projeção social e de altos cargos está desviando recursos dos Fundos de Pensão, do INNS e de Emendas. Esses golpes são arquitetados por mestres em estratégia de fraudes e se multiplicam por vários Estados.
Mas nossa Justiça não vai deixar passar esses descalabros. Todo dia, mais descobertas de golpes contra o Bem Comum, com prisões e tornozeleiras têm sido manchetes. Flávio Dino acabou com a Aposentadoria Compulsória para aqueles que foram penalizados por crimes que envergonham nosso país.
Enquanto isso, professores aposentados de nosso Rio Grande do Sul continuam ganhando o mesmo salário de dez anos atrás. Sem auxílio-doença, verbas para acompanhante ou cadeira de rodas, remédios, tratamentos geriátricos. Viagens de férias, nem pensar!
Até quando?