Quem tem mãe tem tudo

“A falta de uma mãe carinhosa e solícita é o maior empecilho para a formação das crianças. A não ser que tias, avós ou até pais conscienciosos ocupem seu lugar da melhor maneira possível”

Nascemos mais despreparados do que o mais humilde animalzinho, que já sabe procurar o alimento logo que se desprende do seio da mãe. Bezerrinhos e ovelhas saem de suas entranhas procurando seu leitinho gostoso e aninhando-se junto dela. E depois, bem alegres, se expandem pelas pastagens, como habitantes perfeitamente adaptados.

Nossos bebês precisam de muitos cuidados nos primeiros momentos de vida. E, aos pouquinhos, vão-se familiarizando com a rotina dos primeiros dias.

As jovens mamães saem da maternidade com um manual cheio de recomendações sobre alimentação, higiene, horários e cuidados com a saúde do bebê. Pensam que aquele álbum de belas gravuras vai atender a todas as suas dúvidas. Mas, à medida que avós e tias bem intencionadas – que estiveram presentes nos primeiros momentos – retornam para suas casas e afazeres, a nova mãe entra em pânico com qualquer mudança no comportamento do bebê. Se não fossem os maridos parceiros que as acalmam, coitadinhas, o que iriam passar.

A sorte é que os bebês de agora evoluem mais depressa. Começam sorrindo, reconhecendo os rostos dos familiares mais chegados, chorando em diversos tons, conforme as necessidades, fome ou troca de fraldas, e aos poucos já interagem, tentando falar.

Mas tal acontece apenas nos lares bem constituídos e preparados para criar uma família. A falta de uma mãe carinhosa e solícita é o maior empecilho para a formação das crianças. A não ser que tias, avós ou até pais conscienciosos ocupem seu lugar da melhor maneira possível.

As escolas já não festejam o Dia das Mães ou dos Pais, para não magoar os pequenos órfãos. Por isso, instituíram, muitas delas, o Dia da Família, que reúne os parentes que cuidam deles como se fossem filhos.

Na escola de minha neta, escolhem um domingo para festejar com brincadeiras, almoços improvisados, desfiles e apresentações artísticas, e todos convivem nesse clima de amor familiar, sem mágoas nem saudosismos.

Lamentável é quando nem parentes consanguíneos são capazes de assumir o lugar da mãe ou do pai ausente ou falecido.

E os processos de adoção são tão demorados que os casais à espera da aprovação se sentem frustrados neste dia.

Meus parabéns às mães, pais de verdade ou adotivos, neste dia do mais alto significado: o de gestar a vida a fim de que se perpetue para sempre neste mundo de Deus.