Não é novidade para nenhum de nós que o grande desafio da humanidade são as relações humanas, e que o diálogo é peça fundamental para que possamos nos entender e relacionar melhor com o nosso próximo. Esse tema do diálogo, mais uma vez, é retomado pela Campanha da Fraternidade de 2021, “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor”.

É urgente para nós todos, para todos os povos, na atualidade, envolver todos os atores sociais na promoção verdadeira de uma “Cultura que privilegia o diálogo como forma de encontro”, levando adiante a busca de consenso e de acordos sem, no entanto, separá-la das preocupações com uma sociedade cada vez mais justa e fraterna e sem exclusões. A paz será mais duradoura na medida em que nos empenharmos no sentido de educar nossos filhos, desde muito cedo, com as armas do diálogo. Desse modo, deixaremos para o mundo verdadeiros promotores da cultura da paz, da tolerância, do respeito para com os que pensam diferente.

Nosso querido Papa Francisco defende a tese de que a “Cultura do Diálogo” deveria estar inserida em todos os currículos escolares como eixo transversal das disciplinas, como forma de ajudar a inculcar, nas jovens gerações, um modo de resolver os conflitos diferente daquele ao qual estamos acostumados. Olhar para o outro, para o diferente como possibilidade de diálogo é algo que se faz cada vez mais necessário nos tempos de polarizações. Chega de intolerância! Chega de violência! Em plena sexta-feira Santa, ao acordar, ligo a televisão para manter-me informado sobre o que aconteceu no nosso Estado, eis que ouço: Madrugada violenta em Porto Alegre! Um pai de família brutalmente assassinado! Pasmem! Nem na Semana Santa, e nem mesmo na sexta-feira Santa, se dá trégua à tolerância, à misericórdia, ao diálogo. Isso é prova cabal de que grandes avanços ainda são necessários para que se implante de forma definitiva a “Cultura do diálogo”, como instrumento de Paz no meio da humanidade.

A promoção de uma “Cultura da Paz” é papel primeiramente da família. É no berço familiar que são gerados os homens e mulheres da Paz! Não podemos “delegar” esse papel para as escolas ou para a sociedade, e nem mesmo para as religiões! Estimado(a) leitor(a): a Paz precisa ser cultivada também no nosso coração. Cuidemos, sempre mais, dos nossos sentimentos! Não permitamos que sentimentos de ódio ganhem força em nosso coração!

Aproveito o espaço para manifestar minha solidariedade a todas as famílias enlutadas, inclusive à família sacerdotal, que no último dia 05 fez a entrega da vida do nosso querido Pe. Osvaldo Roque Franceschett (mais uma vítima da Covid). Nossos sentimentos também aos familiares enlutados!