A vida nos dias seguintes

Um novo ano é para nós, pessoas que só desejam o bem e ajudam a quem precisa, uma nova oportunidade de fazer deste mundo o paraíso terrestre que foi planejado por Deus para todos, sem distinção de raça, cor e cultura

A vida é um livro de muitas ou poucas páginas. Somos, cada um desempenhando um papel no enredo, os protagonistas da história.

O que vem depois, quem pode saber? Vai longe o tempo em que as videntes afamadas prediziam o futuro, os figurões que iriam morrer, casar, ter sucesso…  Algumas se arriscavam a predizer quem venceria as próximas eleições – quando o resultado era bem visível –, que as meninas românticas encontrariam seu príncipe, enfim, tudo o que poderia acontecer no novo ano. Terremotos, enchentes, guerras.

Hoje, não precisamos mais desses serviços. O mundo é o nosso palco que não esconde suas maldades.

Mas um novo ano é para nós, pessoas que só desejam o bem e ajudam a quem precisa, uma nova oportunidade de fazer deste mundo o paraíso terrestre que foi planejado por Deus para todos, hebreus e samaritanos, romanos e gregos, antigas civilizações – e as novas –, sem distinção de raça, cor e cultura.

É nas reuniões familiares, brindando o raiar dos novos dias, que as pessoas reforçam seus laços de amor e os propósitos que vêm norteando suas vidas, em lares que se distinguem pelo respeito às pessoas, à vida, ao meio ambiente, às tradições que honram o passado de seu povo.

Esses grupos se expandem, e os amigos que comungam dos mesmos objetivos e foram criados por famílias afins também se aproximam e formam grêmios, associações beneficentes, grupos de amigos, que são como oásis a matar nossa sede de justiça e de afeto.

Virando a página desse livro que é a vida, eu me deparo primeiro com meus filhos, noras e netos, que me acolheram nas festas de Natal e Ano Novo. Senti-me acarinhada, respeitada e feliz pelo conforto moral e físico que me proporcionaram. E por vê-los seguindo os mesmos exemplos de trabalho honrado, de esteio moral, de arrimo de suas novas famílias e servindo de modelo às novas gerações.

De diversos pontos do Estado e de outros vizinhos, recebi flagrantes das famílias de meus irmãos, em belas fotos de confraternização pelas belas datas. Vi rostos sorridentes, gestos carinhosos e uma alegria que vem do coração de quem ama e sabe ser amado. Como a cereja do bolo, não faltaram flagrantes dos mimosos descendentes dessa grande família que os avós Avelino e Quita fundaram.

Meus irmãos franciscanos fizeram-se presentes nas preces e nas belas mensagens. Amigos de todos os cantos do país também se uniram aos nossos votos de paz, amor, justiça e fraternidade. E o grupo recém-inaugurado das amigas de longa idade esteve mais unido do que nunca nos afetos, lembranças comuns e programas de novos encontros para o chá das cinco, que se transformou no Café das 90, onde nenhuma esconde o ano do nascimento, pelo contrário, todas agradecem a Deus pela longa vida com seus familiares e as prazerosas horas vividas em alegre e afetuosa companhia das amigas de coração.

Que as páginas seguintes nos tragam só boas notícias. Amém!