Ações para qualificar a formação na área agrícola ganham destaque

Agptea avalia que 2023 se encerrou com muitos apoios e parcerias em novos empreendimentos da entidade, como o Centro de Formação Profissional em Minas do Camaquã

Fritz Roloff - Crédito Agptea Divulgação
Fritz Roloff, presidente da Agptea (Crédito: Divulgação/Agptea)

O investimento na formação e na qualificação de jovens e adultos nas atividades agrícolas ganhou força em 2023. A Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) desenvolveu, ao longo do ano, ações como a concretização de parcerias, visando aprimorar o espaço adquirido pela entidade no distrito de Minas do Camaquã, em Caçapava. No local, foi criado um Centro de Formação Profissional, tendo como foco as olivas, a noz-pecã, as frutas nativas e o mel.

O presidente da Agptea, professor Fritz Roloff, afirma que a associação está mudando um pouco o seu perfil.

– Além de apoiar os associados em suas demandas específicas, a entidade está também assumindo um papel preponderante na formação. Acreditamos que é hora de investir cada vez mais em pessoas. Os governos, ao longo de suas histórias, têm esquecido muito essa tarefa, deixando de fazer o dever de casa junto ao jovem na sua comunidade. Não queremos ser uma solução, mas um ente que contribua decisivamente na formação – coloca.

Conforme Roloff, cada vez mais se consolida o investimento realizado na região, com a aquisição do Agptea Minas Hotel e de uma área de 10 hectares, que vem sendo aprimorada para alicerçar o Centro de Formação Profissional Minas do Camaquã.

– Estamos já em uma fase bem adiantada, com a recuperação do solo para a implantação dos pomares e muitas tratativas, no sentido de avançar para que esse Centro realmente ocupe um espaço estratégico no Pampa Gaúcho, assim como em todo o Estado – destaca.

O professor lembra que a iniciativa conta com o apoio dos municípios da região e do próprio Estado.

– Estamos debatendo a constituição de uma Fundação que possa gerenciar toda essa parte da formação que a Agptea vem propondo. É necessária essa nova entidade para que ela também possa captar recursos, tanto estaduais quanto federais ou de organizações até fora do país – comenta.

Para Roloff, é fundamental que essa nova Fundação seja voltada à formação de jovens e adultos que queiram realmente se qualificar para as atividades agrícolas.

– Essa qualificação não deve somente ser direcionada para a pecanicultura ou a olivicultura, mas para a questão agrícola como um todo – defende.

O presidente da entidade reforça que muitas ações da Agptea em 2023 foram concluídas com sucesso, mas ainda há muitas preocupações, voltadas a questões políticas que afetam diretamente o setor. Ao mesmo tempo, o professor salienta novas parcerias fechadas pela entidade, como o convênio com uma pousada em Cambará do Sul para receber os associados.

Ao fazer o balanço do ano, Roloff também cita os problemas do clima, enfrentados especialmente no Norte do país, com uma forte seca, e no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde muitas pessoas perderam tudo com as enchentes.

– [Espero] que possamos encontrar a paz e o equilíbrio e que os seres humanos se conscientizem de que, na verdade, a natureza está solicitando mais atenção. Se fala muito em irrigação, mas não se fala tanto em manter os mananciais hídricos, cercar nascentes, proteger os nossos rios. E a Agptea está inserida neste contexto, no sentido de que nossos alunos sejam conscientizados de que, para termos uma vida plena no nosso planeta, devemos mudar de atitude. Desejo que 2024 comece com um olhar renovado e que se possa ter uma visão de futuro cada vez mais voltada para a qualidade de vida e a inclusão das pessoas – finaliza Roloff.

Texto: Rejane Costa/AgroEffective – adaptado