Hoje escrevo, mais uma vez, sobre um momento que presenciei e vivenciei em Cachoeira do Sul. A vida é uma permanente escola. Arrisco afirmar que a escola da vida nos ensina muito mais que o espaço acadêmico.

Faz mais ou menos dois anos que tive a oportunidade, juntamente com meu colega de sacerdócio, de celebrar a Santa Missa na casa de uma família cachoeirense. Essa família sempre acolhe e hospeda vários sacerdotes da Diocese de Cachoeira do Sul. Nessa casa que nos acolhe, mora uma vovó, que nesse ano vai completar 90 anos de idade. Por problemas de saúde, se encontra de cama já faz alguns anos.

Antes de iniciar a Santa Missa, abri espaço para sua filha e ela dizerem por quem e para quem gostariam de rezar. Aí aconteceu algo que me emocionou e me fez refletir sobre a vida. Aquela querida e amada vovó, deitada na cama, faz a sua intenção: “Agradeço a vida que tenho! Gosto muito de viver! Ainda quero viver muito!”

Confesso que fiquei surpreso com essa afirmação, vinda daquela vovó, deitada naquela cama. Ouvir algo assim de uma pessoa no auge da juventude é bastante normal. Agora, ouvir tal afirmação de uma pessoa com quase 90 anos enche o coração da gente de alegria e esperança. Não vou citar o nome dela, mas, na noite de hoje, vou mais uma vez me hospedar na casa dela.

Enquanto muitas pessoas bem jovens, cheias de vida, reclamam da vida que têm, inclusive a mobilidade perfeita, essa vovó deixa uma grande lição de vida! Valorizar o dom da vida e ser grato mesmo em circunstâncias difíceis e desafiadoras. Reclamar menos e agradecer mais. Viver intensamente a vida independentemente da idade e das dificuldades.

Essa é mais uma lição de vida que Deus me permitiu presenciar. Provavelmente Ele tem seu propósito! Sou grato a Deus por Ele ter colocado essa família e essa vovó em minha vida! Desejo que esse acontecimento que partilhei com vocês hoje, nos faça valorizar cada instante da nossa vida e, se possível, reclamar menos. Grande abraço!