Foto: Roberto Zamberlan, diretor executivo e Carlos Cavalheiro, presidente do SINDICALC

Fundado em Porto Alegre, em 10 de maio de 1979, o Sindicato da Indústria do Calcário no Rio Grande do Sul (SINDICALC), no mês de agosto, mudou sua sede para Caçapava do Sul, cidade conhecida como a Capital Gaúcha do Calcário e responsável pela produção de 85% do calcário agrícola do Rio Grande do sul. Segundo o presidente do SINDICALC Carlos Cavalheiro, um dos principais motivos para a mudança é estar mais perto das indústrias de calcário e 80% delas estão em Caçapava.

Atualmente fazem parte do SINDICALC 10 empresas gaúchas de calcário, e oito delas estão em Caçapava. Segundo o sindicato estas empresas geram em média mais de mil empregos diretos e cerca de três mil pessoas vivendo hoje no município em função das industrias de calcário.

O SINDICAL vem trabalhando junto ao Governo do Estado, Banrisul e com o apoio do Secretário-Chefe da Casa Civil Otomar Vivian, para desenvolver o Programa Estadual de Calagem (uso do calcário como corretivo de solo), pois segundo Carlos e Roberto Zamberlan, Diretor Executivo do SINDICALC, o sucesso da lavoura e da sua produtividade está ligado diretamente ao uso do calcário.

O Programa estadual de calagem tem como objetivo principal, levar a prática da correção da acidez do solo à pequena propriedade familiar. Muitas dessas propriedades encontram-se descapitalizadas, e tem dificuldade de acesso ao calcário. Com o repasse de recursos que viabilizem a aquisição de calcário, pretendem através da demonstração de resultados, difundir e incentivar essa prática tão importante para o aumento da produtividade. Pois a correção do solo proporcionará aumentos na produtividade das culturas agrícolas e da atividade pecuária, contribuindo para a sua viabilidade econômica e sustentabilidade.

O programa deverá beneficiar pequenos agricultores e pecuaristas que, sem o auxílio econômico e governamental, não teriam condições de realizar essa operação básica e fundamental de manejo de solo. A produção agropecuária do Estado deverá ser forte e positivamente impactada, não somente pela influência direta sobre o aumento da produtividade, mas também indiretamente, por levar essa importante tecnologia aos produtores que não a utilizam.

A aplicação criteriosa do calcário pode gerar aumentos de produtividade das culturas produtoras de grãos na ordem de 25% e, se combinado com uma adubação correta, podem ser atingidos patamares de aumento de produtividade acima de 100%. “A importância do calcário é extremamente grande para o sucesso da agricultura do Brasil e do RS. E isso é muito pouco divulgado, a base de tudo é a calagem, é a primeira providência.” Relatou Roberto Zamberlan.

A pandemia de coronavírus que afeta o mundo também chegou as empresas de calcários. No setor agrícola a saída do calcário não foi afetada, mas houve o aumentou do custo e a redução da produção em função de diminuição de pessoal. Pois algumas empresas precisaram reduzir em 50% o seu quadro de funcionários inicialmente. Já nas empresas que trabalhão com agricultura e construção civil, que vendem cal e argamassa, essas foram afetadas diretamente, porque conforme as bandeiras do modelo de distanciamento controlado do Estado a área da construção civil foi paralisada por diversas, o que impacta de forma significativa na arrecadação dessas empresas.

Por Iara Menezes