O documentário “Minas do Camaquã: uma história para ensinar” será apresentado no dia 13 de agosto (domingo), às 17h, na Casa de Cultura. O filme, que tem direção de Ana Julia Rodrigues e Nadriel Massaia, estudantes de Comunicação da UFSM, inaugura o espaço de cinema da CCJT, batizado de “Sala Cine Lux”, em homenagem ao antigo cinema da cidade de Caçapava do Sul, de propriedade de Júlio Gervásio. A capacidade é de apenas 15 lugares (10 deles são poltronas originais do cinema, que foram recuperadas), mas a boa notícia é que a sala é climatizada!

A diretora Ana Julia conta que o filme tem por objetivo realizar um resgate histórico-social das Minas do Camaquã, constituindo memória de suas diversas fases, iniciando com a descoberta do cobre, em 1865, passando pelos ciclos estrangeiros, período de pesquisas, gestão de Francisco Pignatari, até o encerramento da extração mineral, em 1996.

O documentário – bem didático – é fruto da pesquisa realizada por Norberto Ornelas, mestrando em Ciências Sociais na UFSM, e Lorenzo Pergher, estudante da escola Gladi Machado Garcia e morador das Minas. Os responsáveis pela produção vão conversar com os presentes sobre a obra no final da projeção. Como a sala é pequena, dependendo da procura, poderá haver uma segunda exibição. A estreia do filme será hoje (04), na escola Gladi.

Para complementar a exibição, será montada uma exposição conjunta na Casa de Cultura, com os acervos da própria instituição e pessoais de Norberto e Lorenzo, sobre as Minas do Camaquã. Estarão expostos, por exemplo, fotos, documentos, equipamentos da CBC (como capacete e placas), amostras de cobre, plantas, mapas, edições do jornal O Minerador (de circulação interna da comunidade), estandarte que era usado nos desfiles, um retrato a óleo e a carta de despedida de Pignatari, entre outros. A Casa dispõe, ainda, de uma central telefônica que era da Mina, e foi restaurada. Se alguém da comunidade tiver outros objetos que possam ser emprestados para a mostra, será bem-vindo.

 

Crédito: Divulgação