Cristo Rei do Universo

Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo o Rei do Universo, nos convida a sermos reis e rainhas ao serviço dos mais necessitados e excluídos do mundo

Pe. Cláudio Dutra – Vigário paroquial

Crédito: Arquivo Gazeta

A Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico com a solenidade de Cristo Rei do Universo. Esse próximo domingo é o encerramento do Ano Vocacional Nacional e o início da Campanha Nacional para a Evangelização. Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo o Rei do Universo, nos convida a sermos reis e rainhas ao serviço dos mais necessitados e excluídos do mundo.

Quando Pilatos pergunta a Jesus “Tu és Rei?”, Jesus responde: “eu sou”. Este novo jeito de ser rei, diferente daqueles que reinavam em benefício próprio, deixando os demais na maior pobreza e miséria. Jesus é o verdadeiro Rei, porque está preocupado e se coloca a serviço dos mais humildes e prejudicados da época. O seu reinado é baseado no amor, na compaixão, na justiça e na igualdade.

O próprio Cristo Rei do Universo disse: “quando o Filho de Deus vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, se assentará em seu trono glorioso e todos os povos e nações serão reunidos para o julgamento”. Ele se encarregará de julgar e separar os bons dos maus, assim como o pastor separou as ovelhas dos cabritos. Ele dirá para os bons e justos: “vinde, benditos de meu pai”, enquanto para os maus, ele dirá: “afastai-vos de mim, malditos, e ide para o fogo eterno”.

Quais são as exigências de Cristo Rei para conosco, para entrarmos com ele para a glória eterna? No evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus (25,31-46), está escrito. Da forma como nós tratamos os nossos irmãos e irmãs aqui na terra, seremos tratados por Cristo no dia do juízo final. Todo o bem que fizermos aos nossos semelhantes será como degraus para subirmos para o céu e ouvirmos de Jesus: “vinde, benditos, porque lá na terra eu tive fome e me deste de comer, eu tive sede e me deste de beber, estive doente e me visitaste, estive nu e me vestiste, estive na prisão e me foste me ver”. Com certeza, seremos surpreendidos quando ouvirmos de Jesus Cristo: “Tudo o que você fez em favor dos mais pobres e necessitados foi a mim que o fizeste”. “Vinde comigo para a glória eterna”. Junto a todos os anjos e santos que já estão glorificados.

Já a sorte dos maus será castigo eterno, porque não acolheram, ao contrário, só excluíram, julgaram e condenaram os mais fracos aqui da terra. Além desses pecados cometidos contra os miseráveis e oprimidos, também roubaram e mataram os inocentes, deixando o mundo mais dividido, fazendo o ódio prevalecer sobre o amor tão desejado e querido pelo Rei Jesus Cristo. Então estes ouvirão: “afastai-vos de mim malditos, ide para a condenação eterna, porque eu tive fome e não deste de comer, eu tive sede e não deste de beber, estive doente e não visitaste, estive preso e não foste me ver.” Então, estes começarão a perguntar quando isto aconteceu e Jesus lhes recordará: “quando deixaste de fazer o bem e só fizeste o mal”.

Queridos amigos, irmãos, será que estamos convictos do bem que sempre devemos fazer para merecermos a eternidade? Ou será que ainda estamos colocando duvidas às palavras de Jesus no seu Santo evangelho?

Nas cartas do Apóstolo São Tiago, lemos: “Mostra-me tua fé pelas tuas obras. A fé sem obras é morta” (2,14). As nossas obras de amor e bondade são a xerox da nossa fé. Não tenha medo de fazer somente o bem. Quantas vezes nos omitimos e contestamos sobre assuntos que deveriam estar sempre ligados ao bem de todos, mas nos damos o direito de falar mal antes de ajudar? Quantas vezes ficamos condenando antes de conhecer as realidades que nos circundam?

Que Nosso Senhor Jesus Cristo, o Rei do Universo, pela intercessão de sua e nossa Mãe, a Rainha do Céu e da Terra, nos dê um coração mais compassivo e amoroso, semelhante ao deles. Grande abraço. Deus abençoe a todos.