Curiosidades natalinas

Fui pesquisar para entender um pouco mais e descobri que a data do nascimento de Jesus só foi oficializada pelo Papa Júlio I, quase quatrocentos anos depois de o homem haver sido crucificado

Assisti a uma reportagem da RBS, no dia 25 de dezembro, sobre o Turismo Religioso no Rio Grande do Sul. Focaram no novo Cristo de Encantado, recentemente construído e ainda não totalmente urbanizado, e na Romaria da Medianeira, de Santa Maria.

Fui pesquisar para entender um pouco mais e descobri que a data do nascimento de Jesus só foi oficializada pelo Papa Júlio I, quase quatrocentos anos depois de o homem haver sido crucificado, e que a celebração de Natal, a partir do século IV, através de outra decisão papal. Foi oficializada essa data para fazer frente a algumas celebrações pagãs, existentes desde antes da era cristã.

Aprendi também que a figura simpática do Papai Noel foi criada pela Coca-Cola, que, em 1930, produziu uma peça publicitária nos Estados Unidos, incentivando tais comportamentos, a fim de incrementar o comércio dos presentes no final do ano.

Dizem, também, que o presépio foi inventado por São Francisco de Assis, na Itália, para tornar mais real a figura do Cristo menino, numa manjedoura imaginária.

Naquela reportagem, assisti a muitas pessoas emocionadas ao tocar no concreto do pé do Cristo de Encantado, que nada tem de sobrenatural, talvez um simples encantamento simbólico, construído em ponto alto para incentivar o turismo, que cresce sem parar pela cidade. Vem crescendo o movimento de visitantes nos finais de semana, movimentando lojinhas de lembranças, restaurantes, hotéis, etc.

Em Santa Maria, milhares de pessoas debaixo de chuva, pagando promessas e fazendo pequenos sacrifícios, de pés descalços, de joelhos, vindos de longe, por uma graça alcançada, orando, cantando e louvando numa representação de fé.

Assim acontece no Vaticano, em Roma, no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, na Basílica de Aparecida, em São Paulo, e na estátua de Padre Cícero, em Juazeiro, no Ceará.

As nossas festas de interior, nas capelas, aqui por Caçapava, também são manifestações do turismo religioso: religião, fé, lazer, passeios, encontros, churrascos, divertimentos etc. O povo precisa da fé para sobreviver na esperança, também precisa do dinheiro que esse turismo proporciona e vai girando a roda da economia e do lazer. Às vezes, rezando.