E.T. Caçapavano pelo mundo

De Caçapava a Paris, passando por Marrakesh e cidades de Portugal e da Espanha. Esse é o roteiro do E.T. Caçapavano em seu primeiro tour do outro lado do planeta. Confira agora, com exclusividade, um relato dessa experiência

Diário de Viagem_E.T. Caçapavano

A viagem começou à 1h da manhã, na terça-feira (05), partindo de ônibus de Caçapava até Porto Alegre. Com escala em São Paulo e Madri, na Espanha, cheguei a Lisboa. Ali iniciou a aventura até o Marrocos, no continente africano.

De ônibus, pelo Sul de Portugal, fui até Sevilha, onde passei a noite. Lá, conheci a Torre del Oro, construída no século XIII, e a Catedral de Sevilha, onde encontram-se os restos mortais de Cristóvão Colombo.

Pela manhã, parti para Tarifa e atravessei o estreito de Gibraltar em um barco/balsa, até Tânger, já no Marrocos. Ao chegar ao porto de destino, os taxistas brigavam pra ver qual iria me levar até a rodoviária, e o que o fez queria me cobrar 100 euros. Depois de 30 minutos negociando, paguei 15.

Na rodoviária, me deparei com aves soltas, como se isso fosse normal. Peguei um ônibus para Marrakesh, cidade em que acontecia a conferência da Unesco. No trajeto, que demorou 12 horas, passei pelo prédio mais alto do continente africano, em Rabat, por volta das 5h da manhã de quinta-feira (07). Tive de esperar muitas horas em Casa Blanca. Os passageiros discutiam com o motorista e batiam no vidro, com raiva.

Já em Marrakesh, o caminho para o hostel em que me hospedei era pelas ruas estreitas e assustadoras da cidade velha, que é cercada de muros. Após um pequeno cochilo, parti para a conferência a pé, pois era perto. Vi muitos gatos pela rua e tive de tomar cuidado para não ser atropelado pelas motos. O trânsito é louco, porém funciona.

Na conferência, tudo estava muito bonito e organizado. Pude encontrar os humanos de Caçapava e conhecer os geoparques dos outros países. À noite, fomos à praça central, muitas especiarias, roupas, chás, danças, música e gatos para trupicar. Também era possível comprar tartarugas e andar nas charretes puxadas por cavalos em frente a Medina principal, construída no século XII, mas isto, só fiz no dia seguinte, sexta-feira (08), quando também visitei o Jardim Majorelle, andei de dromedário no deserto e vivenciei um terremoto.

Quando os tremores começaram, eu estava na praça central, que fica próxima à Medina principal da cidade, construída há quase mil anos. No início, achei que fosse o metrô, mas lembrei de que não tinha metrô ali. O barulho ficou forte, e os humanos começaram a correr desesperadamente. Bem perto de onde eu estava, várias paredes foram ao chão, levantando muita poeira.

Todos foram para fora dos prédios, e só quando comecei a caminhar pelas ruas estreitas é que me dei conta da gravidade da situação. Muitas delas estavam bloqueadas, fios caídos, pontos sem energia, ambulâncias correndo. A equipe do Geoparque foi para um lugar seguro, onde ficamos juntos. O pouco que dormi foi em um tapete e, pela manhã, se decidiu por adiantar a programação da conferência e encerrá-la naquele dia (sábado 09).

Durante a conferência da Unesco, o E.T. Caçapavano encontrou Mahito Watanabe, um dos avaliadores do Geoparque Caçapava

 

 

 

 

 

 

 

 

No Marrocos, o E.T. Caçapavano e outros membros da comitiva dos Geoparques Caçapava e Quarta Colônia aproveitaram para dar uma voltinha de dromedário

Do Marrocos para Portugal, voltei de avião, na segunda-feira (11), mas o voo atrasou e acabei perdendo a conexão para a Barcelona, de onde pretendia partir para Paris, e tive de dormir no aeroporto.

Segui viagem na manhã de terça-feira (12). Em Barcelona, conheci a Igreja da Sagrada Família, que está sendo construída desde 1882. Assisti o por do sol em um mirante próximo à Praça da Espanha, e passei por algumas igrejas antigas. Depois, fui pegar o ônibus para ir até Paris. A ideia era ir de trem, porém o próximo só sairia no dia seguinte. De ônibus, foram 12 horas de viagem, chegando pela manhã, na quarta-feira (13), ao destino.

Saí a pé, passando pelos principais pontos turísticos, Catedral de Notre Dame, Museu do Louvre e Torre Eiffel. Esta possui 300 metros de altura e é um dos cartões postais mais visitados do Planeta Terra. Pude subir até o meio, pois o topo não estava permitido, já que tinha muitos humanos.

Dali, fui até o Arco do Triunfo, peguei o metrô e me direcionei ao aeroporto, mas fui parar no errado e tive de retornar para pegar o metrô certo. Chegando ao aeroporto de Orly, consegui dormir 1h e 40 minutos no chão.

Na Espanha, o E.T. Caçapavano visitou a Igreja da Sagrada Família, que está em construção desde 1882

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em Paris, o E.T. Caçapavano visitou a Torre Eiffel

Em Paris, o E.T. Caçapavano visitou a Torre Eiffel

De manhã cedo, na quinta-feira (14), parti para Portugal, minha última parada antes de voltar ao Brasil. Peguei um ônibus turístico, que passa pelos principais pontos da cidade, e finalizei a aventura comendo o clássico pastel de bacalhau com queijo, tendo como vista o famoso elevador de Santa Justa e o Castelo de São Jorge.

Foram noites sem dormir, muitas horas de voo, ônibus e metrô, minha média passou a ser de 15 quilômetros de caminhada por dia. Conheci vários lugares e adquiri uma baita experiência, participei de um momento histórico para Caçapava do Sul e, ao mesmo tempo, presenciei um terremoto. Com certeza, são memórias que ficarão eternizadas em minha mente. Como eu sempre digo aos humanos nas redes sociais, colecione momentos!

Fotos: arquivo pessoal