“Enquanto gozo minha quinzena de férias, em casa de praia dos filhos, sinto-me uma bem-aventurada, mas não esqueço – e rezo por eles – quantos idosos não têm a mesma sorte”
Enquanto gozo minha quinzena de férias, em casa de praia dos filhos, sinto-me uma bem-aventurada, mas não esqueço – e rezo por eles – quantos idosos não têm a mesma sorte. E fico pensando de quanto será o salário mínimo do novo ano.
O mundo continua em convulsões. As grandes potências lutam por sua hegemonia, dando o seu espetáculo de guerras que não acabam, porém minha atenção está voltada para o nosso querido País, pátria amada, em sua luta pela soberania e os ideais de igualdade, fraternidade, justiça.
Câmara e Senado se empolgam nos planos de reeleição e no aumento de seus salários e mordomias, esquecendo que são os representantes do povo que os elegeu, que acreditou em suas promessas de campanha e não vê nenhuma melhora em suas vidas. Os problemas de moradia, de falta de emprego ou de subempregos – que não cobrem os gastos da família – se agravam com o aumento do custo de vida. Transporte, atendimento à saúde e escola para os filhos, em educandários que perpetuam a hierarquia social: Ensino Superior para os ricos, e profissionais para os humildes ou nem isso. Evasão, reprovação, repetência, falta de estímulo.
Mas, sempre ligada às notícias do dia, tive uma agradável surpresa. Numa das Casas – Câmara ou Senado, não lembro –, uma voz feminina se levantou: como pensar nos próprios aumentos, quando ainda não foi decidido o salário mínimo, do cidadão comum, o trabalhador que faz a máquina do progresso funcionar, que nos elegeu para defender os seus interesses?
E outra voz ecoou: Flávio Dino continua insistindo em rastrear para onde foram as emendas de certos parlamentares, de certos partidos, que sumiram e, agora, fazem falta para a equilibrada distribuição do bem comum, do fundo da cobrança dos impostos, da declaração do Imposto de Renda descontado nas folhas de pagamento de trabalhadores e funcionários públicos ou autônomos, mas cheio de isenções para as grandes empresas e autoridades das Casas Legislativas, do Governo e do Judiciário, com seus penduricalhos.
Está na hora de conhecermos os novos candidatos e suas alianças para as próximas eleições. Nossa missão para que nossa pátria deixe de ser colônia e ocupe seu honrado papel de celeiro do mundo e liderança na defesa do meio ambiente e salvação do Planeta tem uma importância capital. Que Deus nos ilumine e mostre os candidatos que mereçam nossa confiança.