Serão realizadas duas sessões gratuitas e abertas ao público, no Salão de Atos da Escola Dinarte Ribeiro
Dia 26 de novembro será apresentado em Caçapava o documentário que aborda a participação da cidade na Revolução de 1923. Serão realizadas duas sessões gratuitas e abertas ao público, às 15h e às 19h, no Salão de Atos da Escola Dinarte Ribeiro, ambas com a participação do diretor Henrique de Freitas Lima, um dos mais experientes e premiados realizadores gaúchos.
O projeto faz parte de uma série maior, intitulada “Os Caudilhos”, que abrange diversos municípios e figuras históricas do Rio Grande do Sul. Caçapava faz parte da iniciativa por sua importância geopolítica na guerra civil e por ser a terra de Borges de Medeiros, pivô do conflito. As gravações na cidade incluíram depoimentos dos pesquisadores Rivadavia Severo, Zilamar Pereira, Elson Borba e João Batista de Oliveira Henriques. O Grupo Seresta, composto pelo professor João, Ênio Dias e Evandro Gomes, interpretou algumas composições do início do século XX.
O documentário visa não apenas resgatar a história regional, mas também fomentar o conhecimento sobre a Revolução de 23 e suas consequências para o Brasil e será um recurso importante para pesquisadores e estudantes.
A produção é apoiada pela Lei Paulo Gustavo, que proporcionou os recursos necessários para a realização do documentário. O documentário é uma coprodução da Pampeana Filmes com a Casa de Cultura Juarez Teixeira em Caçapava e apoio do projeto Doble Chapas, do jornalista João Alberto Dias Santos. As imagens são de Rafael Berlezi.
O diretor explica que o projeto “Os Caudilhos” tem dois momentos: o primeiro são estes documentários históricos que estão sendo apresentados até o final do ano; o segundo é uma série de televisão, de seis episódios de 45 minutos, que será exibida na TVE e no Canal Brasil, e inclui trechos ficcionais.
A Casa de Cultura participou, em 2023, das comemorações dos 100 anos da Revolução, com uma série de debates sobre o tema. Entre as iniciativas realizadas pela CCJT está o projeto “Memórias, narrativas e imaginário”, que abordou a Revolução de 1923 em dois encontros, por meio de análises da obra Antônio Chimango e do personagem Adão Latorre. Ambos reuniram pesquisadores renomados sobre o tema e foram realizados em parceria com o projeto Doble Chapas.