O ano de 2020 foi o foco da pandemia. Todos os países sofreram graves consequências com a disseminação da Covid-19, e a economia foi praticamente destruída. Os dados hoje já são conhecidos e merecem uma análise mais apurada do que aconteceu. Segundo dados da Austin Rating, que analisou os resultados econômicos de 50 países, as dificuldades ficam evidentes quando os números são conhecidos. Neste ano, apenas três países tiveram desempenho positivo: Taiwan (3,1%), China (2%) e Turquia (1,6%). O restante apresentou resultados negativos que variaram de -0,8% até -11,1%. É bom citar os três piores desempenhos: Reino Unido (-9,9%), Espanha (-11%) e Peru (-11,1%). O Brasil, com uma queda de -4,1%, ficou em 21º lugar, ou seja, na metade superior. Com certeza o auxilio emergencial do Governo Federal evitou pior resultado, lembrando que, no inicio do ano, tinha apostas de números negativos de dois dígitos. Até 2020, o Brasil era a oitava economia do mundo, mas com este resultado, passou para a 12ª posição. Serve como alento que, no que se refere à renda per capita, o país está em oitavo lugar. O ranking das cinco maiores economias no ano de 2020 era: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Reino Unido. O que vai mudar em 2021?

 

Projeções para 2021

Os primeiros números indicavam que o mundo voltaria a crescer e isso ajudaria a economia local. O ano foi passando e os dados de conjuntura indicaram que as dificuldades aumentariam, pois o cenário externo deixou de ser tão favorável. A desaceleração do crescimento da China, a elevação de juros mundiais, a inflação generalizada e a retirada de incentivos e subsídios influíram decisivamente no comércio internacional, e isso impacta na economia brasileira. Segundo dados do FMI, que analisou 15 países, o Brasil ficaria em décimo lugar, com um crescimento de 5,2%. Os três países que deverão ter maior crescimento são: Índia (9,5%), China (8,0%) e Reino Unido (6,8%). Já os três com menores desempenhos econômicos são: Rússia (4,7%), Alemanha (3,1%) e Japão (2,4). Chama a atenção que Alemanha e Japão, duas das cinco maiores economias do mundo, estão na parte de baixo do crescimento em 2021. Esta situação deverá atingir o comércio exterior, com menor demanda por matérias-primas, grãos, minério de ferro e carnes, atingindo diretamente a balança comercial brasileira. Hoje, já existem expectativas de que a economia brasileira venha crescer menos do que 5% em função tanto das dificuldades globais quanto dos problemas internos, como inflação e alta dos juros. Alguns dizem que, se os números deste ano cobrirem os resultados negativos do ano passado, já esta bom. Façam as suas apostas!

 

O momento dos Estados Unidos

A maior economia do mundo teve queda inesperada de -1,3% na produção industrial no mês de setembro, segundo o Federal Reserve, e agosto também ficou muito abaixo das expectativas. A utilização da capacidade instalada também está em declínio. Nas explicações das autoridades americanas, a pandemia provocou interrupções nas cadeias de abastecimento, provocando atrasos e aumento de preços, prevendo escassez de produtos nas festas de fim de ano. Chegam mercadorias, mas sem a cadeia de abastecimento, diminuem os produtos para venda. São portos superlotados, navios atracados esperando a descarga. Com o arrefecimento na pandemia, a demanda cresceu e a oferta está incapaz de acompanhar este novo ritmo de consumo. O problema é preocupante e deve ser solucionado somente no próximo ano. Quem diria que a maior economia do mundo estaria enfrentando problemas de logística e escassez de oferta para venda.

 

O momento da China

O PIB da China desacelerou no terceiro trimestre, com problemas de abastecimento, crise energética e turbulências no mercado imobiliário, ficando abaixo das expectativas. A produção industrial está no nível mais fraco desde o começo de 2020, quando iniciou a pandemia. Como se sabe, a China é uma grande compradora, e esta diminuição no ritmo de crescimento deverá fazer cair as suas importações, o que vai prejudicar vários países. A China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, que será bastante prejudicado. Já deu para ver no caso do minério de ferro: no momento em que eles reduziram as compras, o preço despencou. Imaginem: se as duas maiores economias do mundo estão enfrentando grandes dificuldades para voltar a crescer num nível adequado, o que sobra para os subdesenvolvidos? A situação é difícil para todos, e melhoras somente no médio e longo prazo. Quem viver verá!

 

Pense

Todos os seus sonhos podem se tornar realidade se você tem coragem de persegui-los.