Educação familiar e escolar

Nos últimos anos, tem sido muito rápida a mudança de valores, resultantes da evolução dos meios de comunicação de massa e de sua influência sobre as crianças, sobre os jovens. A verdadeira educação exige amor, mas também requer limites e disciplina

                                                                                                                                                                                                                                      “Quem Ama Educa!”

                                                                                                                                                                                                           (Içami Tiba)

A família e a escola são duas instituições que têm sob sua responsabilidade a educação da criança, do jovem. Atualmente, não é uma tarefa fácil para nenhuma delas essa função, visto os valores vigentes na sociedade contemporânea.

É no contexto familiar que as crianças desenvolvem os primeiros laços afetivos e comportamentais, formando aos poucos o seu caráter. Já na escola, esse espaço é ampliado e elas aprendem a conviver com outras pessoas, a gerenciar conflitos, a desenvolver o conhecimento e a aprender coisas novas. Nesse novo espaço, elas realizam sua primeira experiência de adaptação social.

Nos últimos anos, tem sido muito rápida a mudança de valores, resultantes da evolução dos meios de comunicação de massa e de sua influência sobre as crianças, sobre os jovens. A verdadeira educação exige amor, mas também requer limites e disciplina.

Içami Tiba, famoso psiquiatra, “constata que descobrir o limite entre a liberdade e o autoritarismo na relação familiar é muito mais difícil do que há alguns anos”. Isso acontece exatamente pelo distanciamento dos referidos valores entre as gerações.

Hoje, as normas educativas vigentes, muitas vezes, mal interpretadas pelos pais, deixam-lhes confusos, e eles delegam sua função de educar para a escola. Mas devemos separar os diferentes papéis: cabe à familia desenvolver a disciplina e os limites através da formação de hábitos sadios, isto é, na medida do desenvolvimento da criança, do jovem, dar-lhes algumas responsabilidades, tais como guadar os brinquedos, arrumar o quarto e assim sucessivamente.

Neste contexto, o exemplo vale mais do que as palavras. Sabe-se que a maioria dos pais fica pouco tempo com os filhos, mas aqui devemos valorizar a intensidade da convivência afetiva versus a quantidade de tempo de indiferença.

Segundo o referido psiquiatra, “a educação do jovem para uma sociedade viva e equilibrada propõe a pais e educadores que a base segura para a Educação saudável ainda está na disciplina. Não a da educação autoritária, que não mais serve aos nossos jovens, mas a disciplina da sociabilidade”.

Um reforço salutar na educação, que serve como incentivo para o educando, é valorizar, elogiar as suas atitudes positivas. Os reforços negativos devem ser evitados, como, por exemplo, salientar os defeitos. Devemos respeitar as diferenças e nunca fazer compararações entre os irmãos. Cada educando é único, com suas qualidades e dificuldades. O amor exigente e a afetividade devem ser parâmetros para uma educação saudável em ambas as circunstâncias.