A precariedade do local que foi a sede do Clube Recreativo 1º de Maio voltou a ser discutida. Tema recorrente no município, dessa vez, quem o trouxe à pauta foi o vereador Marco Vivian (MDB), que abordou a insegurança gerada pelas ruínas no Centro de Caçapava. Em maio de 2020, ele já havia solicitado que o Executivo tomasse providências com relação ao abandono do local, e também falado sobre os riscos para quem circula na região.

Em outubro de 2022, Vivian participou de uma audiência no Ministério Público, com o promotor Gabriel Capelani, o procurador do Município, Luciano Pavanatto, o secretário de Cultura e Turismo, Stener Camargo, e o diretor do campus Caçapava da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), José Rojas, para discutir medidas para isolar as ruínas do Clube. Foi registrado em ata que o Executivo adotaria providências para a limpeza e a interrupção do acesso ao local, porém, a situação permanece a mesma até hoje.

– Todos os anos, recebo queixas e apelos por parte da comunidade, solicitando uma atenção ao local das ruínas do antigo Recreativo. É uma zona central, em umas das principais ruas do município, e as pessoas têm medo de passar por ali. Já são anos abordando esta problemática e esperando que a Prefeitura faça a sua parte – ressaltou o vereador.

Em 15 de abril de 2021, a Prefeitura anunciou a desapropriação do terreno e sua destinação à Unipampa e à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). No local, as instituições pretendiam construir o Centro Interpretativo do Geoparque Caçapava, um lugar de incentivo ao turismo, à ciência e à preservação do patrimônio natural e cultural do município. Porém, em entrevista à Gazeta em 07 de fevereiro, o secretário Stener Camargo informou que os sócios-patrimoniais do Clube não haviam aceitado a proposta apresentada pela Prefeitura em reunião ocorrida em 18 de novembro de 2022, e que providências judiciais teriam de ser tomadas.

Com informações de Daniel Miranda/Imprensa Câmara

Foto: Daniel Miranda/Imprensa Câmara