Estamos em guerra. Não nos faltam inimigos com motivos torpes para nos destruir. As guerras, como tudo neste mundo, também evoluíram. Dos campos de batalha com armas pesadas, no corpo a corpo ou no lançamento de bombas, agora elas são mais sutis, dentro de gabinetes, embaixadas a portas fechadas, tecendo armadilhas diplomáticas para manter a hegemonia dos países poderosos.

As armas são mais sofisticadas, não têm matéria palpável, mas são as que causam maior destruição. Dos vírus chegados pelo Correio, ou contaminando caixas d´água e alimentos – a chamada arma biológica –, agora o alvo é mais profundo e letal. Vai ao íntimo da pessoa, destrói sua crença no bem e na fraternidade para deixá-la à mercê daqueles que não se importam com a vida nem com o bem-estar de seu povo, mas só almejam maior poder e riqueza para si e seus adeptos mais chegados.

É o que está acontecendo entre nós. As fake news estão confundindo a população, que se expõe à Covid-19 por não tomar a vacina devido aos contínuos boatos vindos da maior autoridade do país. Estamos sendo bombardeados por essas armas psicológicas que desunem famílias, destroem amizades e atrasam a vacinação e o fim dessa trágica pandemia que nos roubou tantas e tantas vidas.

Não dá para entender como um presidente – a maior autoridade de uma nação – pode lutar contra o seu povo, dificultando o acesso do que poderia salvá-lo, as vacinas e os cuidados de proteção recomendados pela OMS e obedecidos nos outros países de todos os continentes. O que ele pretende? Reduzir a população, sacrificar os mais fracos, como no Nazismo, e deixar que os já favorecidos pela sorte tomem conta de todos os recursos para si? Destruindo florestas para enriquecer com a madeira, com o garimpo e com todas as atividades predadoras? Transformar o nosso solo fértil em um deserto, alterar o clima da Terra e agir na contramão dos países que lutam pela salvação do planeta?

Nunca na História do Brasil se ouviu coisa semelhante: um presidente que só o que faz é disseminar a discórdia, dividir a sociedade em dois polos antagônicos com seu poder destruidor.

Não há leis em nossa Carta Magna que o detenham? O que está faltando, meu Deus?