Federarroz reforça compromisso com segurança alimentar mesmo com queda de produtividade

Entidade divulgou nota sobre os desafios da safra 2023/2024 e recomenda os produtores a ficarem atentos com as oportunidades de negócios

Colheita do Arroz - Crédito Paulo Rossi Divulgação
Crédito: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) divulgou uma nota explicativa sobre os desafios enfrentados pelos produtores de arroz na safra 2023/2024. Segundo a entidade, os produtores gaúchos, responsáveis por mais de 70% da produção brasileira de arroz, enfrentaram dificuldades durante o desenvolvimento da safra, mas reiteraram o compromisso de garantir a segurança alimentar do povo brasileiro.

Segundo a entidade, conforme destacado pelas notícias divulgadas, a queda da produtividade das lavouras do Estado, na safra 2023/2024, ao que tudo indica, será ainda maior que as projeções efetuadas no início e ao longo deste período. “A afirmação decorre do fato de que as primeiras lavouras colhidas no Estado vêm corroborando as expectativas dessa entidade, apresentando produtividade de até mil quilos a menos por hectare em relação à última safra, situação que revela indicativos de confirmação de produção aquém das projeções iniciais, realizadas por diversos agentes do setor público e privado”, destaca o comunicado.

A entidade ainda se manifesta lembrando que as lavouras que serão colhidas nos meses de abril e, possivelmente, em maio, revelam tendência de produtividade ainda menor, tendo em vista que cerca de 30% da safra do Estado foi plantada fora do período ideal, situação que reverterá na queda, ainda maior, dos números finais da safra 2023/2024.

“Desse modo, a par dos inúmeros desafios enfrentados pelos produtores e da referida garantia da segurança alimentar, vale ressaltar que os fatos acima comprovam os fundamentos elementares de mercado, no sentido de que existem robustos indicativos de que os valores de venda do cereal pelos produtores, ao longo da safra 2023/2024, deverão se efetivar em patamares aptos a cobrir o elevado custo de produção da cultura, mantendo patamares das últimas safras, situação fundamental para a economia do Estado, na medida em que mantém os produtores na atividade”, observa a nota.

O comunicado da Federarroz ressalta que os números de produção, importação e estoque reforçam a segurança alimentar dos consumidores brasileiros. Diante disso, os produtores devem permanecer atentos às oportunidades de negócios referentes à exportação que seguem surgindo. A manutenção dos mercados consumidores internacionais, abertos nos últimos anos, é imprescindível para a organização do setor e um fato que não pode deixar de ser abastecido pela produção gaúcha.

“A Federarroz, assim, demonstra, mais uma vez, que segue imbuída na sua missão de adotar medidas aptas a viabilizar a produção de arroz no Estado, de modo a ofertar ao povo brasileiro acesso à alimentação de qualidade, saudável e produzida com respeito ao meio ambiente, sendo uma das culturas que mais emprega no país”, conclui o comunicado da entidade.

Texto: Nestor Tipa Júnior/Ascom Federarroz – adaptado