Feminicídios e outras brutalidades

“Ainda somos machistas, misóginos, homofóbicos e preconceituosos, mesmo com a evolução da educação, com a elevação da situação econômica das pessoas e da existência de tantas igrejas e religiões pregando o bem”

Neste inicio de 2026, os noticiosos televisivos vêm divulgando dados de fatos cada vez mais cotidianos, abordando a mortalidade de mulheres pelo Brasil afora. Desde algum tempo, homens possessivos, outros traídos, outros desesperados, todos desequilibrados e enraivecidos, vêm agindo com violência diante de um relacionamento desarranjado.

“O feminicídio não é um crime comum. Cada assassinato de mais uma mulher carrega uma sucessão de omissões, alertas ignorados e pedidos de ajuda que não receberam resposta a tempo”.

A polícia e a Justiça especializadas falam muito nas tais “medidas protetivas” para prevenir esses crimes. Acontece que elas não funcionam e nem têm como funcionar de jeito nenhum. Não existem meios, nem pessoal suficientes pra acompanhar por 24 horas todas as mulheres ameaçadas que procuram a proteção policial. E o rigorismo costumeiro da Justiça também não é suficiente para intimidar a ponto de impedir que esses malucos desajustados cometam seus desatinos.

As mulheres na sociedade de hoje estão mais livres, mais independentes, senhoras de si, mais participativas e precisam trabalhar fora, estudar, sair para se divertir, enfim, viver a sua vida de maneira desprendida. Muitas exercem a chefia da família, e não dá para ficar trancafiada em casa, esperando que o ex desista de seus intentos violentos possessivos.

Esses homens criminosos, na sua grande maioria machistas, reagem com bestialidade diante da perda do seu “objeto de estimação” ao final de um relacionamento amoroso, não avaliando outras consequências que advirão com essas execuções absurdas.

Tampouco a cadeia serve para amedrontar ou recuperar o comportamento social de pessoas mal formadas ou doentias, com conceitos arraigados desde sempre.

O protagonismo dos homens ainda mantém o conceito de que cabe somente a ele decidir em nome do casal, as convivências e o mando final e absoluto em cada célula da sociedade.

Ainda somos machistas, misóginos, homofóbicos e preconceituosos, mesmo com a evolução da educação, com a elevação da situação econômica das pessoas e da existência de tantas igrejas e religiões pregando o bem. Campanhas, palestras, estudos e orientações só chegam para aqueles que frequentam esses ambientes e estão pré-dispostos a viver bem em sociedade. Pau que nasce e vive torto não dá ouvidos para bons conselhos e nem abranda um coração que já vive petrificado. Nem perde seu tempo em escutá-los.

Nunca se viu tanto golpe, tanto roubo, tanto crime desrespeitoso contra idosos e crianças quanto no mundo de hoje. A vida dos inocentes pouco vale diante do propósito de assaltar, de roubar ou de prejudicar a outrem. Ninguém mais respeita nada. O crime organizado exerce poder, corrompe a polícia e até a Justiça, e, inclusive, se infiltra na política para atingir seus objetivos milionários. Não é o valor de uma vida alheia que vai impedir a realização de seus intentos e mudar o rumo do seu procedimento deletério.