Celebramos, mais uma vez, o Dia de Finados, na última terça-feira. Mesmo que esse artigo chegue depois do acontecimento aos leitores, achei oportuno externar meus sentimentos em relação ao que presenciei nos cemitérios da cidade de Caçapava do Sul.

Desde o dia em que cheguei aqui para trabalhar na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, me chamou a atenção o cuidado e o amor do povo de Caçapava do Sul em relação aos seus falecidos. Percebi que, além das flores depositadas com tanto amor nos túmulos, as velas acesas, muitas pessoas, com suas cadeiras de praia, sentam na frente e/ou dentro das pequenas capelas, junto aos túmulos, sem pressa de ir embora! Quantas lembranças! Esses gestos revelam um profundo respeito e amor para com aqueles que fizeram e continuam fazendo parte da nossa vida.

No Dia de Finados, foram realizadas missas, celebrações e reza do Santo Terço em vinte e oito cemitérios do município, número expressivo que, provavelmente, será ampliado no próximo ano. A Igreja celebra a comemoração dos fiéis defuntos, dia de memória e oração por todos os nossos irmãos e irmãs na fé que já partiram deste mundo.

Nós não somos eternos nesse mundo. Somos chamados a viver nesse mundo de tal modo que possamos, após a peregrinação terrestre, merecer a vida eterna. Portanto, não podemos nos comportar como se fôssemos eternos aqui. Precisamos fazer de nossa existência um caminho seguro que tem como ponto de chegada a eternidade.

Em nome de nossa comunidade e família Cristã Católica, externo, mais uma vez, nossos sentimentos à todas as famílias enlutadas de Caçapava do Sul, especialmente as que fizeram a entrega de seus ente queridos nesse período da Pandemia. Também estendo nossos votos de solidariedade às mais de 600 mil famílias do nosso País, que passaram por esse momento de dor e reviveram, nesse dia, a saudade de seus familiares que partiram para a casa do Pai.

Segundo a fé Cristã, a morte foi vencida pela vitória de Cristo sobre ela! Por isso, depois da ressurreição de Cristo, apresenta-se um desafio para todos os que se dizem cristãos: viver para si ou viver para o Senhor. Para quem vive para o Senhor, morte e vida são maneiras diversas de estar com Ele: primeiro no perigo, depois na segurança.

Ao vir no fim dos tempos para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso revelará a disposição secreta dos corações e retribuirá a cada um segundo suas obras e segundo tiver acolhido ou rejeitado sua graça. Façamos da nossa vida uma caminhada rumo à eternidade!