Lições de vida

“Dizem que a dor ensina humildade, compaixão, o sentimento de humanidade, e a pessoa que sofre é mais capaz de perdoar e abençoar até quem a ofende. Porém, há muita gente a quem a dor só produz revolta e malquerença”

A vida é uma escola a céu aberto. Só não vê aquele que tem os olhos e ouvidos fechados. E quando o fim se aproxima, nem todos teriam vivido a vida como ela merece.

O eminente climatologista Carlos Nobre torna a dar o alerta: o Planeta está agonizando, e o socorro pode não chegar a tempo. Outros interesses movem líderes de nações imperialistas. A dominação de territórios ricos de petróleo – e outras riquezas naturais necessárias à indústria – ocupa suas mentes, sem dó nem piedade pelos povos dominados.

Mas, de um dia para outro, o panorama mundial muda de figura. As taxações de Trump aos países que não obedecem às suas ambições já não surtem o efeito esperado. Formam-se outros grupos em parcerias comerciais e culturais, como o Mercosul, que dispensam os produtos americanos. E o feitiço vira contra o feiticeiro. Eles também cobram taxas bem altas dos EUA. Até o Presidente da Argentina, que dependia moral e financeiramente do apoio de Trump junto ao FMI, mudou de casaca.

Mas o assunto de nossos encontros de familiares e amigos, na hora do café da tarde desta semana, foi sobre as personalidades de pessoas que não aprendem a viver. Dizem que a dor ensina humildade, compaixão, o sentimento de humanidade, e a pessoa que sofre é mais capaz de perdoar e abençoar até quem a ofende. Porém, há muita gente a quem a dor só produz revolta e malquerença. Pensa apenas em si mesma e não conhece a bondade. Torna-se, dia a dia, mais amarga e infeliz, desejando o mal para todos.

É por isso que o mundo está nesse estado. Forças do Bem e do Mal lutando para vencer. Se todos puxassem a corda com a mesma força e para o mesmo lado, a vitória seria alcançada.

Enquanto comentávamos essas diferenças de personalidade, antagônicas, deu-nos uma pena das pessoas que não amaram nem sentiram o calor de amizades sinceras, que nos animam, confortam, divertem. E nem souberam apreciar o perfume das flores, o voo das borboletas, os beija-flores sugando o néctar nas pétalas coloridas, a graça dos filhotes de cachorrinhos e gatinhos em suas proezas, o murmúrio das águas dos riachos, das chuvas… E especialmente o palco aberto das criancinhas felizes, fazendo suas travessuras. E quando elas nos distinguem com seu carinho e atenções, é um prêmio que recebemos com toda a alegria de sentir-nos amadas.