O amigo atirara em alguém e pedira que ele escondesse a arma. Mesmo sabendo que não era uma boa ideia, Federico o ajudou, e isso volta agora para assombrá-los, podendo trazer consequências para uma pessoa completamente inocente
Marrom e amarelo, de Paulo Scott, se passa em 2016, em Brasília e em Porto Alegre. É narrado em primeira pessoa por Federico, um ativista social indicado pelo novo Presidente da República para uma comissão instituída a fim de solucionar os problemas que estão ocorrendo na aplicação do sistema de cotas raciais para estudantes.
Federico é um negro de pele clara, ao contrário do irmão, Lourenço, que tem pele escura. Nascidos em Porto Alegre, na década de 1970, desde a infância convivem com a diferença de tratamento devido à cor: Federico é visto como branco, e Lourenço, como negro.
A comissão está discutindo a criação de um software que avaliará os candidatos cotistas e decidirá se eles se enquadram em parâmetros pré-definidos para aqueles que têm o direito de ingressar nas universidades por meio das cotas raciais. Federico, assim como outros membros, percebe como isso pode ser problemático, mas há quem julgue o aplicativo como a solução para o que vem acontecendo no país. O grupo está há dias discutindo esta proposta quando Federico recebe uma ligação de Lourenço e tem de deixar Brasília às pressas.
Numa noite da juventude em Porto Alegre, os irmãos estavam em uma lancheria quando um amigo de Lourenço chegou, falou rapidamente com ele, e os dois saíram juntos. Em casa, Federico reencontrou Lourenço com um revólver sobre a mesa. O amigo atirara em alguém e pedira que ele escondesse a arma. Mesmo sabendo que não era uma boa ideia, Federico o ajudou, e isso volta agora para assombrá-los, podendo trazer consequências para uma pessoa completamente inocente.
Referência:
SCOTT, Paulo. Marrom e amarelo. 1ed. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
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