Mistérios da natureza

Os noticiários do dia nos causam tristeza. Tanto ódio entre pessoas, famílias, nações, comunidades. Enquanto não aprenderem a amar, desejar e fazer o bem que almejam para si mesmos, as guerras não terão fim

Noite calma, sem chuva nem vento, só uma aragem refrescante, daquelas que embalam o sono da gente. Mas o silêncio é quebrado pela voz possante de um grilo, lá no pátio, que chegou pelo fio até onde meu filho me telefonava, a quase quatrocentos quilômetros de distância. Como é possível um bichinho tão pequeno ter tal capacidade! Isso acontece também com outros seres minúsculos, bactérias, micróbios, vírus que são capazes de atacar os humanos e animais de grande porte, em epidemias e pandemias cruéis.

Mas chegou a manhã, e o canto dos pássaros, na busca do sustento dos filhotes, enche de alegria meu quarto, que recebe raios de sol infiltrando-se pelas venezianas. É hora de agradecer e pedir a Deus pela família, amigos e todo o mundo.

Atendendo e enviando mensagens, fico sabendo que todos estão bem e cheios de planos. É a vida que precisa ser vivida com vontade.

Os noticiários do dia nos causam tristeza. Tanto ódio entre pessoas, famílias, nações, comunidades. Enquanto não aprenderem a amar, desejar e fazer o bem que almejam para si mesmos, as guerras não terão fim.

Mas o dia promete grandes alegrias. Hoje, meu grupo de amigas se reúne para o café da tarde. É certo que rolarão agradáveis conversas, gentilezas e a certeza de que nossa amizade é um antídoto poderoso contra as depressões comuns à nossa faixa etária e os males físicos e emocionais que podem acontecer-nos. Contamos, nessa hora, com boas ouvintes e narradoras hábeis em recrear-nos com suas lembranças e anedotas. Haverá risos e sorrisos. Espero até gargalhadas, pois elas são os melhores remédios para as doenças da alma.

Estamos na segunda metade do mês, e o clima não nos inspira para temporadas na praia. Não me lembro de outro janeiro igual a este. Mesmo assim, alegra-me receber fotos de familiares e amigos aproveitando os banhos de mar e as baladas das noites catarinenses, bem divertidas.

No comando do país, forças contrárias se digladiam para vetar as medidas do Executivo. O Presidente vetando verbas para as emendas parlamentares, a fim de encaminhá-las às prioridades prometidas na campanha eleitoral, e deputados e senadores organizando-se para derrubar o veto. São episódios que me interessam mais do que os capítulos das novelas da Globo.

E a vida parece mais alegre depois das grandes tragédias de enchentes e secas que se abateram sobre o país. Os rios da Amazônia voltaram à normalidade. Pescadores lançam novamente suas redes, ilhados conseguem transportar-se e a economia começa a melhorar. E no Estado, água e luz voltaram à grande parte dos afetados por sua falta. Mas ainda há manifestos bloqueando estradas por essa calamidade. Que as próximas estações do ano nos tragam os frutos desejados.