Prefeitos gaúchos membros do Partido Democrático Trabalhista (PDT-RS) decidiram, em reunião ocorrida hoje, dia 23, não assinar o aditivo contratual com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). No encontro, lideranças de 24 municípios discutiram a proposta apresentada pelo governo do Estado, que está privatizando a empresa.

A reunião foi organizada pelos municípios de Caçapava do Sul, São Sepé e Guaíba, e comandada pelo presidente do Partido no Estado, Ciro Simoni. Além de membros do PDT, também se manifestaram especialistas em contratos, que apresentaram as cláusulas propostas, as incertezas na prestação do serviço e um possível aumento do valor da conta de água.

Com base na discussão, os prefeitos e vices manifestaram temor de que a venda da Corsan e a assinatura do aditivo contratual proposto prejudiquem a população dos municípios, e por isso se posicionaram contrários a assinatura do documento.

Os deputados estaduais Juliana Brizola, Gerson Burmann e Eduardo Loureiro, o deputado federal Pompeo de Mattos, e os prefeitos Giovani Amestoy (Caçapava), João Luiz Vargas (São Sepé) e Marcelo Maranata (Guaiba), que compuseram a mesa de autoridades na audiência promovida pelo partido, também se manifestaram contra a assinatura do aditivo, e propuseram a criação de uma contraproposta que não prejudique os municípios nem a população gaúcha. O documento deverá ser formulado em conjunto entre prefeitos e vices do PDT, além de alianças contrárias à venda da Corsan, e apresentado ao governo do Rio Grande do Sul.

Informações e foto: Assessoria de Comunicação/PDT