A estrela brilhou, e o pastor encontrou a ovelha perdida.

No pequeno presépio trazido da casa de meus pais, dei falta de um pastor e do mago Gaspar. Mas não faltam as ovelhinhas, Maria e José, um burrinho e as palhinhas do berço improvisado. E bem confortável, sorrindo aos visitantes, o belo Menino sente-se aquecido pelo amor que lhe devotam as pessoas ao redor e também os animais.

Nos lares do mundo todo – ou apenas nos cristãos, quem sabe –, crianças aguardam aflitas os presentes pedidos. “Será que mereço”, pergunta-se o menino travesso, lembrando as últimas artes; ou a menina rebelde, respondona aos pais. Mas a festa é do Amor, e todos deverão sentir-se perdoados e felizes.

Passageiros, nas rodoviárias ou nos aeroportos – em busca do antigo lar, dos familiares que ali ficaram, guardando as lembranças – sofrem, conformados os atrasos, mas desesperam-se com os cancelamentos de suas programadas viagens. Sobram ainda barreiras de desmoronamentos nas estradas, ou “fabricadas” por mal-intencionados manifestantes, que se recusam a aceitar a derrota nas urnas. Seus filhos não festejarão o Natal?

Mas Natal é festa do Amor. Esse amor que redime, perdoa, traz alegria, saúde e bom humor. Que aproxima as pessoas nas famílias e vizinhanças. Que promove o bem comum, inspirando-nos a viver na sustentabilidade, com generosidade e modéstia, repartindo o que nos é demasiado. Que promove essas belas Campanhas de Natal, em que os mais bem dotados – os magos – oferecem brinquedos às crianças humildes, cestas básicas para as famílias pobres e também o seu tempo precioso para estar com eles, para ouvi-los e providenciar-lhes melhores condições de vida e um trabalho digno.

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, para sermos felizes. E termos vida em abundância. E o que é a vida sem amor? É ele que forma os lares felizes e a descendência sadia e operosa; que promove a defesa do meio ambiente, os cuidados da terra onde a boa semente vai germinar… Que traz o progresso das nações e a cura das doenças; socorre os países destruídos pelas guerras, levando-lhes os devidos socorros.

Bendito seja o Natal para todos nós, que somos iguais perante a lei e aos olhos de nosso Pai eterno; que nos ama, fez-se humano, sofreu as agruras da Cruz por nós, e agora renasce nesse Menino santo, que veio para nos perdoar e unir num mesmo abraço fraterno, de amor.

Feliz Natal! Que o amor seja o maior presente.