Nossas relações fraternas com todos os seres

“Se estamos em um momento de maior estabilidade emocional, o tipo de pensamentos que recebemos e emitimos é pacífico e mais harmônico. Mas se não estamos, podemos reagir sem o discernimento e a lucidez necessários”

Seres humanos ou não, o esforço que desenvolvemos para sermos mais fraternos e solidários está cada vez mais necessário e útil em nossa vivência, com toda a Vida que nos cerca. Sabemos o quanto é difícil nos mantermos mentalmente equilibrados, vigiando nossos pensamentos e atitudes, em todas as 24 horas do dia. Sofremos muitas influências de ondas mentais que nos cercam a todo o instante.

Se estamos em um momento de maior estabilidade emocional, o tipo de pensamentos que recebemos e emitimos é pacífico e mais harmônico. Mas se não estamos, podemos reagir sem o discernimento e a lucidez necessários, e temos, então, mais dificuldade para controlar as emoções.

São frases corriqueiras que ouvimos por aí: “não tenho sangue de barata”, “disse o que não devia, ouviu o que não queria”, “pensa antes de falar”, “não tenho obrigação de ouvir”, “a vida vai te ensinar”, etc. Tem outras mais agressivas que não citarei, mas estas são as que ouvi muitas vezes nesses 71 anos de idade, que mostram o quão são difíceis as nossas relações.

Sempre repito o que os estudiosos do comportamento humano citam nessas situações: o quanto devemos aprender para sentirmos qual o momento certo de ficarmos calados e em silêncio. Ainda bem que, atualmente, temos centenas de livros e autores que tratam desse assunto, alguns de temática mística; outros religiosos ortodoxos; outros de autoajuda, mais leves; outros que se situam na filosofia materialista… É um poço sem fundo.

E nós, muitas vezes, ficamos sem reação e com a mente momentaneamente bloqueada, sem uma reação. Bem mais tarde, chegando em nossos lares, pensamos: “por que não reagi na hora?” Ou então, pensamos: “foi melhor assim, foi coisa do meu anjo da Guarda”. Vamos assim, com muita disciplina mental, pelo Caminho do Bem.