O desafio de crescer de forma sustentável

Entre as conquistas da Casa neste seu segundo ano de existência, podemos citar a aprovação e o cadastro da CCJT como Ponto de Cultura no Estado, a realização do mural com imagens do nosso território e a aprovação do projeto Caçapava é de Cinema

O ano de 2023 foi de muito aprendizado e alegrias para a Casa de Cultura, mas 2024 será crucial para a viabilidade e manutenção do nosso espaço, que precisa ser financeiramente sustentável, o que ainda não acontece.

Entre as conquistas da Casa neste seu segundo ano de existência, podemos citar a aprovação e o cadastro da CCJT como Ponto de Cultura no Estado, a realização do mural com imagens do nosso território – este último com recursos de emendas impositivas da vereadora Mirella Biacchi (PDT) e que envolveu uma equipe grande da UFSM –, e ainda a aprovação do projeto Caçapava é de Cinema, pela Lei Paulo Gustavo, que irá permitir que a gente equipe a nossa sala de cinema e tenha uma programação bem diversa em 2024, inclusive com projeções ao ar livre.

Um dos aprendizados foi que os tempos da burocracia do Estado não são os nossos tempos e é preciso administrar essas diferenças. A verba para o curso de guasqueiro, por exemplo, com recursos do vereador Mariano Teixeira (PP), só foi liberada nos últimos dias de dezembro. A previsão de realização do curso era setembro do ano passado, e agora o dinheiro precisa ser usado antes de março, o que significa realizar o projeto em meses de férias, com muitas pessoas ausentes da cidade.

Balanço – Durante 2023, realizamos cinco exposições temporárias (Revolução de 23, Objetos Cotidianos, Apache, Minas do Camaquã e Pra lá de Marrakesh), o primeiro Carnacultura, quatro edições do Brique das Estações, vários lançamentos de livros, feiras de artesanato e oficinas de gastronomia. Participamos, ainda, de diversos cursos de capacitação, promovidos pela Secretaria de Cultura e Turismo e pelo Geoparque Caçapava.

Celebramos também o crescimento no número de doações de documentos, o que aumenta a nossa responsabilidade na preservação dessas fontes primárias. Para 2024, estamos acertando um projeto de extensão com o curso de Arquivologia, da UFSM, para realização de uma oficina de organização e preservação de documentos, entre outras iniciativas.

Nesses dois anos de existência, registramos até agora quase três mil visitações na Casa. É um bom número, mas que consideramos ainda pequeno para o tamanho de Caçapava do Sul, tendo em vista, também, que muitos desses visitantes foram de outras cidades. Atrair a comunidade local segue sendo um desafio para a gente, mas não o principal.

O nosso maior desafio para o ano que se inicia é encontrar fontes de recursos que mantenham o funcionamento da Casa de Cultura, que ainda não é autossustentável. Uma das alternativas em estudo é estimular as doações de pessoas físicas e jurídicas via Lei de Incentivo à Cultura, que possibilita o auxílio na manutenção de acervos e centros culturais, deduzindo um valor devido à Receita Federal. Também estudamos a criação de uma associação de Amigos da Casa. Que a gente caminhe com as próprias pernas é vital para o nosso futuro. Contamos com a ajuda de vocês nesta empreitada!