Tomé teve dificuldades em crer que Jesus estava vivo e ressuscitado. Nossa vida pode parecer também noite escura. Por vezes, caminhamos sem enxergar muito claramente. Podemos ter a sensação de estar abandonados e perdidos. Andamos, mas não conseguimos encontrar o destino. Queremos encontrar o caminho de volta para casa. Jesus é o companheiro que se apresenta perguntando: está precisando de ajuda?

Sim, precisamos achar o caminho de casa. Precisamos achar a ponte que atravessa o rio. Ela representa a morte, precisamos passar por ela para chegarmos do outro lado do rio. Com sua paixão, morte e ressurreição, Jesus nos ensina como devemos cruzar o rio que separa uma margem da outra. Precisamos, com coragem, passar pela ponte. Agora já não estamos mais sozinhos e perdidos. Temos alguém que nos ajuda nessa travessia para a outra margem. Temos alguém que nos acompanha.

Ele nos indica o caminho. Precisamos crer e confiar naquele que pode nos ajudar a cruzar a ponte da escuridão para a claridade. Do caminho sem destino para a nossa casa. Cruzar o rio de uma margem para a outra, da solidão do caminho para a companhia segura.

Tomé não é uma “figura” do passado. Semelhantes a Tomé são todos aqueles que olham as novidades. Diante da inusitada notícia dos discípulos: nós vimos o Senhor, Tomé se surpreende e responde: “Se eu não olhar as marcas dos pregos nas mãos de Jesus, se eu não colocar o meu dedo na marca dos pregos, eu não acreditarei”. Tomé é a imagem de todos aqueles que precisam de sinais para poder crer.

Jesus não tem pressa. E na segunda aparição, diz a Tomé: “Estenda aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda a sua mão e toque no meu lado. Não seja incrédulo, mas tenha fé.” Muitos parecem que estão vendo, e não veem. Só se vê, de verdade, na hora da dúvida.