Os analistas já se debruçam nos indicativos para projetar os cenários da economia do mundo logo após o controle da pandemia. É sabido que este vírus que está hoje por aqui deve permanecer, assim como, por exemplo, os da gripe, que a cada ano têm de ser combatidos. A diferença é que, também para a Covid, vão existir vacinas, e elas terão de ser usadas anualmente. Acontece que a Covid-19 deixará rastros enormes, modificando estruturas de setores e alterando agregados econômicos importantes. Vejamos alguns exemplos.

 

Emprego

No que se refere ao emprego, as modificações que aconteceram, forçadas pela necessidade de isolamento, tais como o home office, devem permanecer. Várias empresas já se manifestaram afirmando que, mesmo depois da pandemia ser contida, parte da sua mão de obra vai permanecer trabalhando em casa. Por um lado, o custo da mão de obra será modificado, e também o empregado vai ter que estar mais preparado e equipado para exercer esta nova função. O lado negativo desta pandemia é o aumento significativo de desempregados, com queda expressiva na renda familiar.

 

Produção

No que se refere à produção, os meios digitais modificaram totalmente a relação com os clientes, fazendo com que a presença se torne menos importante. A tele-entrega, o pegue e leve, a venda através dos canais digitais modificaram totalmente a relação produto/cliente. Muitos dizem que esta pandemia antecipou em uma década a melhor e maior utilização dos meios digitais. De negativo, a falta de componentes e matérias-primas que entravam a produção e o fechamento de milhares de empresas.

 

Educação

Na educação, ficou claro que o ensino à distância é uma grande alternativa, e está amplamente em utilização o que, há pouco tempo, jamais poderia ser imaginada a sua eficácia. Isto também está forçando a atualização dos mestres. Mesmo com todo o esforço dos professores, fica claro que a lacuna do conhecimento repassado via digital ficará muito distante do ensino presencial. Quando será recuperado?

 

Saúde

No caso do setor da saúde, que foi tomado de uma hora para outra com uma enorme demanda, forçou uma ampliação repentina tanto na parte de estrutura como também no corpo técnico. As pesquisas e a ciência foram instigadas pelo desafio de descobrir caminhos para combater um novo vírus, e isto fez com que etapas fossem rapidamente ultrapassadas, com avanços significativos em tempo recorde. Nunca se investiu tanto em saúde como nos últimos meses. Seria bom que os investimentos continuassem, evitando novo caos.

 

Aumento da desigualdade

Após alguns aspectos positivos do efeito Covid, vale ressaltar que a pandemia trouxe vários problemas que destruíram lares, empresas e economias. Em publicação do inicio deste mês, o Fundo Monetário Internacional (FMI) relatou que deve acontecer o aumento da desigualdade entre países. Segundo eles a economia global vai ter uma recuperação forte neste ano, prevendo um avanço médio de 6%. Acontece que, enquanto algumas nações vão ter um ritmo de crescimento alto, outras estarão se recuperando de forma muito lenta, aumentando a desigualdade entre elas. Países pobres e em desenvolvimento vão enfrentar maiores dificuldades na recuperação econômica. Pobres ficarão mais pobres, e ricos mais ricos! Vale salientar que o acesso à vacina foi desigual, pois países com alta renda, que possuem apenas 16% da população, adquiriram mais de 50% das doses. Isto já estava mais ou menos previsto, e aconteceu. Mais forte do que a pandemia, alguns países do mundo vão enfrentar um vírus mais destrutivo, ou seja, o desemprego, a fome e a pobreza. O mundo ficará mais desigual!

 

Pense

A receita para o sucesso esta no equilíbrio.