O Natal que desejamos

“Como é bom ser parte de um grupo unido por amor, afinidades, sangue e um passado comum, com muitos episódios divertidos e até anedotas!”

Às vésperas do Natal, sonhamos com lares felizes, crianças cantando, abrindo presentes, sorrindo… A família reunida na ceia, a troca de presentes, os quitutes gostosos, cujas receitas, encontradas em velhos cadernos, lembram as habilidades de nossas avós e bisavós.

As donas de casa, contentes pelos resultados de seus cansativos preparativos, agora se dão o prazer de acolher aos familiares e amigos presentes, ouvindo suas histórias, suas lutas, seus sucessos e seus sonhos. Como é bom ser parte de um grupo unido por amor, afinidades, sangue e um passado comum, com muitos episódios divertidos e até anedotas!

Mas nem tudo são rosas. Os espinhos estão nas guerras que destruíram lares, separando irmãos, matando pais ou filhos, destruindo as famílias! E nos desastres climáticos que arrasaram cidades, casas, colheitas, rebanhos e deixaram populações sem meios de sobreviver. Pais dando seus filhos para adoção, por não lhes poder dar o sustento!

Isso também acontece em nosso meio. Crianças órfãs ou abandonadas, que nem conheceram seus pais, estão em abrigos temporários, à espera de adoção. Um processo tão demorado, pois requer muita atenção, critérios, estudos, para aceitar o casal de tutores.

Um grupo de voluntários de nossa cidade promoveu uma campanha de arrecadação de brinquedos, roupas e alimentos para as crianças do nosso Abrigo. Tal foi sua surpresa ao verificar que havia apenas um nenezinho internado, e os demais tinham mais de sete anos, sendo um de dezessete e uma jovem de dezesseis. Quando esses dois chegarem aos dezoito anos, o que será deles, para onde irão?

Ah, jovens das baladas da nossa Clareira da Mata! Tenham juízo. Dá para bailar sem álcool, sem droga, sem orgia. O Futuro é de vocês. Como o estão preparando?