Presbíteros: testemunhas da esperança!

Cuidamos dos outros, mas temos dificuldades de permitir que cuidem de nós. O padre precisa viver profundamente a sua humanidade, pois ele é humano e não mais que humano!

Escrevo hoje daqui de São Leopoldo, onde estou participando do Encontro Regional de Presbíteros, juntamente com representantes de todas as dioceses do Rio Grande do Sul. Anualmente, acontece esse encontro, que tem por objetivo, entre tantos, estreitar a fraternidade e a comunhão sacerdotal, bem como refletir sobre a importância do cuidado da vida dos presbíteros.

O presbítero não é um “super-homem”! Ele é ser humano, com sentimentos e até com limitações, a serviço da construção do Reino de Deus. Cuidamos dos outros, mas temos dificuldades de permitir que cuidem de nós. O padre precisa viver profundamente a sua humanidade, pois ele é humano e não mais que humano!

É bom que se diga que os presbíteros, para atender a todas as demandas do povo de Deus, precisam cuidar de si, precisam compreender que são humanos, que possuem uma existência dinâmica, complexa e desafiadora. Compreender a própria existência enquanto pessoa é um passo elementar na construção da identidade presbiteral. O presbítero deve ser um homem profundamente humano, inteiramente de Deus, plenamente identificado com a Igreja e totalmente dedicado à missão.

O tema motivador do nosso encontro e estudo é “Presbíteros: Testemunhas da Esperança”, e o lema, “Alegres na Esperança, perseverantes na tribulação, constantes na oração”. O presbítero, homem da esperança, deve sustentar-se na oração, na Santa Eucaristia, na fraternidade presbiteral, na unidade e na comunhão eclesial, para cuidar do rebanho que lhe foi confiado. O presbítero, por sua vivência íntima com Deus, busca viver a intimidade, se esforçando para ser sinal visível do amor de Deus. Ele é responsável, primeiramente, pela sua santificação e a de todos os seus paroquianos.

Sendo imagem e semelhança de Deus, os presbíteros são impelidos por seu amor santificador a curar as dores do mundo e apaziguar os sofrimentos de muitas pessoas. O padre deve ser sinal do transcendente sem jamais interromper a experiência plena da sua condição humana.

Gosto muito de ouvir de paroquianos: “Padre, rezo todos os dias por você!” Somos humanos e necessitados de orações. Continuem rezando pelos sacerdotes, para que eles tenham a força de testemunhar a esperança, mostrando o rosto amoroso e misericordioso de Deus. Grande abraço!