Fechamos outubro com a última indicação de nossa série temática de terror/horror, e fazemos isso em grande estilo: com ninguém mais, ninguém menos que o mestre do terror, Stephen King. E convenhamos, não podia faltar ele, né?

Por indicação de uma seguidora da coluna, li O iluminado, terceiro livro publicado por King, e seu primeiro best-seller. Esta obra também foi adaptada para o cinema em 1980. O filme contou com Jack Nicholson no papel de Jack Torrance e foi dirigido por um dos maiores diretores de todos os tempos: Stanley Kubrick.

No livro de Stephen King, Jack consegue um emprego como zelador no hotel Overlook durante a temporada de inverno. Nessa estação, é comum o local ficar isolado e com dificuldades de comunicação. Ele se muda para lá com a família – a esposa Wendy e o filho de cinco anos Danny –, mas as coisas não estão muito bem para eles. Jack tem um gênio difícil e um histórico de agressões. É essa perigosa mistura que o faz perder o emprego de professor de inglês e instrutor da equipe de debates de uma escola depois de agredir George Hatfield, um aluno que havia sido retirado da equipe de debates por Jack. Inconformado, George fura os pneus do carro do professor, que, flagrando-o, perde o controle e o agride.

Mas o iluminado da estória não é Jack, e sim o pequeno Danny. Embora os pais não acreditem nele, a criança “sabe das coisas”. Às vezes, ele as sente, como quando a mãe estava preocupada que o carro de Jack pudesse ter estragado na estrada, mas Danny sabia que não; outras, as vê. Neste caso, ele é guiado por Tony, a quem chamam de “amigo invisível”. Além disso, Danny também pode ler pensamentos.

Para que ele adquirisse esses “saberes”, bastava se concentrar. Mas quando Danny fazia isso, era como se se desligasse do mundo, o que assustava seus pais. E nem sempre isso lhe fazia bem. Alguns “saberes” o perturbavam, como quando começou a ver o que poderia acontecer se a família se mudasse para o hotel. Nessa visão, surgiu a palavra REDRUM. O que será que isso significa?

A estória de O iluminado flui em “dois tempos”. Ela é narrada no presente, mas enquanto coisas como a espera por uma ligação ser atendida acontecem, ficamos sabendo sobre o passado da família Torrance através de flashbacks.

 

Referência:

KING, Stephen. O iluminado. Tradução de Betty Ramos de Albuquerque. 2ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. 464p.