Que falta eles fazem!

Quando já estávamos acostumados com eles, eis que desapareceram, e as viagens estão dobrando de horas

Quando assisto na TV àquele desfile interminável de carros nas estradas – principalmente as paulistas –, fico pensando quantas vezes as expectativas de um fim de semana na praia – para descanso e diversão – são frustradas pelo mau tempo e outros problemas que surgem.

E a volta à cidade e ao trabalho dos dias comuns mostra fisionomias cansadas, muitas indignadas com os problemas do trânsito, pra lá de lento e atravancado. E o resultado é que retornam ao trabalho mais cansados ainda.

Aqui no Estado, é preciso escolher a hora certa para pôr-se a caminho. Mesmo assim, nunca se sabe o que se vai encontrar de obstáculo.

Quanto a mim, nas minhas duas semanas de férias, foi preciso dois dias na volta para vencer o cansaço.

Meu filho, motorista pacato, se queixou da falta que os pedágios estão fazendo em nossos trajetos. Logo que eles surgiram, muitos motoristas descobriam atalhos para não pagar a taxa e, muitas vezes, gastavam mais em consertos do carro pelo mau estado das estradas de chão.

Quando já estávamos acostumados com eles, eis que desapareceram, e as viagens estão dobrando de horas.

Mas, Deus seja bendito, não vimos nenhum acidente, apenas desvios e trechos em obras, que formavam imensas filas de veículos e mais de duas horas de atraso. É o preço que se paga por anos de atraso no recapeamento das rodovias, conserto das pontes, construção da duplicação da estrada que leva às fronteiras dos vizinhos países do Mercosul.

Virão dias mais felizes, com as mudanças programadas para a vida em sociedade. Cabe a nós uma quota importante de cooperação, entusiasmo, união de esforços e muita fé no futuro, no qual haja progresso, justiça e direitos iguais para todos os cidadãos do país.

Agora é que o Ano Novo começa a funcionar. Vamos à luta.