Reaquecendo afetos

Foi como se a Árvore Genealógica da Família estivesse à mostra, apontando para um dos ramos, o do meu lado paterno

Foi uma festa bonita, para lembrar com emoção. Setenta anos da prima caçapavana que, bem jovem, deixou a cidade em busca de trabalho e melhores condições de vida. Conseguiu seu lugar no mundo do trabalho, mas o melhor de tudo foi que encontrou o par ideal para fundar a nova família. Agora, filhos criados e encaminhados na vida, ela e o marido cuidam dos netos, que são sua alegria de aposentados.

O convite para a festa veio um mês antes. Era para confirmar a presença. Como é difícil prever as circunstâncias futuras, mas o certo é confirmar, Deus vai dar um jeito.

Lá chegando, o caloroso encontro dos parentes e seus familiares! Até o meio da festa, fui aprendendo as relações dos filhos e netos de minhas primas. Pois, além deles, ainda estavam os “agregados”, esposos ou esposas dos mais jovens da família.

Foi como se a Árvore Genealógica da Família estivesse à mostra, apontando para um dos ramos, o do meu lado paterno.

Quantas histórias de idas e vindas foram compartilhadas! Algumas começando com muitos tropeços, mas, em todas, era ver os semblantes risonhos, enquanto contavam os sucessos. Que bom ver a família feliz!

Em meio à alegria do reencontro, lembrei a figura de meus avós paternos, que deram origem a toda aquela assembleia. Ah, se eles pudessem olhar por uma frestinha do céu para ver a felicidade de seus descendentes!

Num segundo momento, conheci os irmãos do meu primo Francisco, esposo da aniversariante. Fiquei encantada de perceber como todos eles rezam pela mesma cartilha, isto é, o apreço à família, às virtudes cristãs, à fraternidade.

E, por último, a impressão que guardei da festa foi a de ter assistido a um ofício religioso bem reverente, cuja mensagem a gente leva para casa, para a vida e não se cansa de espalhar pelo mundo, com o coração aquecido pelo afeto que a família nos inspira.