Seapi oferece espaço para debate sobre a carne

Segundo o secretário-adjunto Márcio Madalena, o Estado pode mediar conversas sobre a criação do Instituto Gaúcho da Carne. Anúncio foi feito durante mesa-redonda promovida pelo Universo Pecuária, durante a 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Seapi oferece espaço para debate sobre a carne
Crédito: Divulgação

A Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) ofereceu espaço aos pecuaristas e demais elos da cadeia produtiva da proteína animal para aprofundar as discussões sobre a criação do Instituto Gaúcho da Carne. A oferta foi feita pelo secretário-adjunto da pasta, Márcio Madalena, durante uma mesa-redonda promovida pelo Universo Pecuária, na 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, na tarde de ontem (22).

Ele reforçou que é papel do Estado promover o diálogo e permitir a construção de consensos e instituições que fortaleçam os setores produtivos gaúchos.

– Eu tenho certeza de que o secretário está de acordo com esse anúncio que faço agora. É nosso dever incentivar o diálogo – declarou.

O pronunciamento seguiu o tom colocado pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Neri Geller, quem apontou a necessidade da modernização do processo de articulação na pecuária. Para ele, não se pode desconsiderar o produtor e é importante que o Estado do Rio Grande do Sul faça o primeiro movimento de suporte à iniciativa.

– Mas o Ministério está sempre disponível para o diálogo – afirmou.

Os representantes governamentais reforçaram que a definição do modelo de governança e financiamento é fundamental e se mostraram favoráveis a que o Estado atue como arrecadador, mas que a instituição seja privada.

Este ponto – o desenho estrutural de governança e financiamento – já havia sido apontado pelo diretor-executivo da Federarroz, Anderson Belloli. Ele foi enfático sobre ser necessário garantir o protagonismo dos produtores rurais em todo o processo, e recapitulou a experiência da entidade orizícola promotora da Abertura da Colheita do Arroz, exemplificando que o evento é resultado de anos de trabalho.

– Vivemos um período de muita dificuldade. Antes, a gente mal conseguia ter 20 estandes, e olha o patamar que chegou, nessa edição temos 180 expositores. O arroz dá lucro graças a uma série de medidas previamente adotadas – relatou.

A produtora rural e especialista em relações institucionais do agro, Andrea Veríssimo Lopes, que participou do debate por videochamada, lembrou as diversas iniciativas já feitas ao longo dos últimos 30 anos para valorizar a pecuária e chamou atenção das lideranças para a importância de entender o que já foi realizado e reconhecer os erros cometidos para poder evitá-los.

– Precisamos nos unir ao redor da informação, dos dados. Não podemos pensar em conscientizar o consumidor apenas no momento da crise – afirmou.

O vice-presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Ivan Faria, ressaltou que a forma de unir o setor é concentrar nas pautas comuns. Para ele, a pecuária precisa uma entidade forte, com diretores dedicados exclusivamente ao trabalho de defesa do setor.

A mesa-redonda teve a mediação da diretora-executiva do Universo Pecuária, Marcela Santana, e atraiu cerca de 150 visitantes ao estande. Outras 160 pessoas assistiram a transmissão ao vivo pelo Instagram do Universo Pecuária.

Texto: Clarisse de Freitas/Ascom Universo Pecuária – adaptado