Summit Eleições

William Brasil – Assessor de Imprensa

Evento está levando às capitais do país os mais renomados cientistas políticos, marqueteiros, assessores e estrategistas de comunicação política

Semana passada, aconteceu em Porto Alegre o Summit Eleições 2024, evento que está levando às capitais do país os mais renomados cientistas políticos, marqueteiros, assessores e estrategistas de comunicação política, área em que atuo desde 2016 e que abordo nesta coluna: eleições, campanhas, agentes políticos, administração pública e algumas dicas. Anota aí:

Reforma Eleitoral

Um dos temas mais comentados foi o da reforma eleitoral, que há alguns anos é discutida em Brasília e não foi à votação a tempo no Senado (um ano antes das eleições). Portanto, as regras que versam principalmente sobre prestação de contas dos partidos (flexibilizando a legislação), cotas femininas, anistia partidária, doação por pix e mandatos coletivos não se aplicarão no próximo pleito, valendo praticamente as mesmas regras da última eleição.

Marketing político

Antigamente, quem fazia as redes do candidato era aquele “sobrinho que manjava de internet”, mas, com o avanço da tecnologia, da Inteligência Artificial, a mudança de comportamento perante as mídias e as facilidades que o celular na palma da mão garante, quem não tiver um especialista na área não terá santinho que chegue às casas! Mesmo porque a maioria dos santinhos, hoje, é em outros formatos e online. Você, candidato, já sabe sua estratégia?

Quem tem cargo tem a máquina?

Sim e não! Para uma reeleição, claro que quem tem cargo tem mais mídia, equipe e recurso de emendas, o que pode ser atrativo para chamar a atenção do eleitor. Mas não basta, é preciso ter feito um bom mandato, ser transparente e não usar a máquina pública (o uso indevido de redes do Legislativo e do Executivo para promoção pessoal pode configurar abuso de poder).

Político ou digital influencer?

Muitas pessoas (a maioria com menos de 10 mil seguidores) se intitulam digital influencers. Mas, além de um número considerável de seguidores (que podem ser orgânicos ou robôs), é preciso ter carisma e conteúdo. Com a necessidade de chamar a atenção, muitos estão ultrapassando a esfera pública para virar celebridades instantâneas nas redes, o que pode “pegar mal”. Político nem sempre é tiktoker, e tudo bem! Bom senso nas redes também ganha voto!

Velha forma de comunicar

Em municípios pequenos, não se deve descartar o tête-à-tête. Ir de porta em porta, dialogar com o eleitor, entregar um material com linguagem enxuta, coesa e para o público (produzido por um especialista), enquanto o social mídia cuida da rede digital, vai ser meio caminho andado. E claro, se você ainda não desenhou seu projeto, plano de governo ou iniciou a dialogar pelas redes ou nas casas, você está atrasado na corrida pelo voto!