Unipampa recebe mais de duas mil pessoas no 15° SIEPE

Por Luiz Felipe de Oliveira

Segundo coordenadora do Comitê Científico, ao todo, 2.213 pessoas se inscreveram para o evento, e 1.449 trabalhos foram aprovados para apresentação

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Crédito: Isabela Oliveira

O Campus Caçapava da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) recebeu o 15° Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE), entre os dias 28 e 30 de novembro. O evento teve a presença de vários estudantes e professores dos dez campi da Unipampa e de outras instituições de ensino, como a Universidad de la República e a Universidad de la Empresa, ambas do Uruguai. Segundo Jaqueline Vargas, coordenadora do Comitê Científico do 15º SIEPE, ao todo, 2.213 pessoas se inscreveram para o evento, e 1.449 trabalhos foram aprovados para apresentação.

O objetivo do Salão é promover a produção científica dos estudantes, abrindo espaço para que possam mostrar suas pesquisas para a comunidade. No primeiro dia de apresentações, alguns professores de diversos campi da Unipampa conversaram com a Gazeta e comentaram a importância do SIEPE e suas impressões sobre o evento:

Enxergo como uma oportunidade de relações no ambiente acadêmico, que além de proporcionar espaço para a pesquisa científica dos estudantes, também promove o envolvimento dos professores de todos os campi. Sou de Caçapava, então, fico muito feliz por a cidade sediar este excelente evento e vejo isso como uma oportunidade de crescimento para o município – declarou Luiza Mota, professora do curso de Direito, no Campus São Borja.

Jair Coitinho, que também é professor do curso de Direito, mas no Campus Santana do Livramento, disse ser uma satisfação participar do que definiu como uma integração não só entre os campi, mas também com a comunidade, que pode conhecer e entender o papel relevante de uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

A gente tem um número significativo aqui hoje, de discentes e docentes da Unipampa e de outras universidades. É um momento de informação, troca de conhecimento e consolidação dessa universidade, que vem fazendo um grande diferencial no desenvolvimento da região e também da Fronteira Oeste – comentou Rosilaine Coradini, professora do curso de Serviço Social, no Campus São Borja.

Do mesmo campus, também esteve em Caçapava para o SIEPE a professora Viviane Teixeira, do curso de Direito, que participava do evento pela primeira vez.

Estou achando uma bela organização, um ambiente muito bom em Caçapava. Com certeza retornarei à cidade. Espero que tenha mais eventos assim, de integração entre alunos e colegas – disse.

Para Roberto Barbosa, professor do curso de Serviço Social, no Campus São Borja, esta foi uma excelente oportunidade de integração de todas as esferas da universidade.

Vejo como o primeiro grande evento pós-pandemia, sendo justamente em Caçapava, que foi beneficiada com o título de Geoparque. Fantástica a promoção, a Unipampa está de parabéns – comentou.

A organização do SIEPE também foi responsável por viabilizar transporte e dormitórios para alguns participantes. Segundo Carolina Marques, mais de 600 pessoas foram transportadas em 15 ônibus do setor privado e em outros três da própria Unipampa. Uma semana antes do evento, a rede hoteleira do município já estava lotada. Então, foram providenciados quatro alojamentos gratuitos: o Ginásio de Esportes Dr. Cyro Carlos de Melo, o CTG Sentinela do Forte, a sede do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais e a Associação de Trovadores Ruy Freitas.

Na parte da alimentação, vários restaurantes se prepararam para receber os visitantes, como o Marrakesh, que abriu excepcionalmente na terça-feira (28), e a Jaimes Burger, que organizou uma noite especial em função do SIEPE. Já o restaurante universitário, de acordo com Carolina, se preparou para servir 1.200 refeições, entre almoço e janta.

Mas o que será que os alunos acharam do que encontraram por aqui? Jefferson Ribeiro é natural Osasco (SP) e estuda Agronomia no Campus Itaqui da Unipampa. Ele veio a Caçapava pela primeira vez e disse que o que mais chamou a atenção foi a vista.

A gente fica assim “como pode uma cidade no meio de um lugar tão bonito?” Lá para cima, não temos um contato com a natureza como achamos aqui – afirma.

Alice Xavier, natural de Caçapava e estudante de Publicidade e Propaganda, na Universidade Franciscana, disse ser muito bom ver a Unipampa e a cidade cheia de gente.

Voltar pra cá e ver tudo isso é incrível. Espero que a Unipampa daqui, principalmente, seja um polo de eventos cada vez maiores, e que a gente tenha mais oportunidades de vir aqui e apresentar trabalhos – disse.

Quem também esteve presente no 15º SIEPE foram os geoparceiros, que puderam comercializar seus produtos. Conversamos com alguns deles sobre o impacto da parceria com o Geoparque Caçapava em suas atividades, e a resposta foi unânime: positivo. De acordo com os entrevistados, além do aumento nas vendas, houve também uma ampliação do público interessado nos produtos.

Pós- SIEPE

O 15° SIEPE colaborou de forma significativa para a economia de Caçapava nos três dias de evento. Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Stener Camargo, foi estimada uma movimentação de aproximadamente R$ 200 mil em empreendimentos como hotéis, restaurantes, artesanato e distribuidoras de bebidas, além dos passeios. Somente os geoparceiros faturaram R$ 35 mil, conforme o secretário.

Acredito que, com a vinda deste tipo de evento, que movimentou a economia da forma que fez, sensibilize ainda mais a comunidade da importância do Geoparque para o desenvolvimento do município – comentou Camargo.

A Administração Municipal também manifestou apoio à direção do campus para trazer para Caçapava a 16° edição do SIEPE, em 2024. Caso o município seja contemplado, a Prefeitura deve apoiar novamente a realização.

Também de acordo com o secretário, o Município tem o interesse de sediar outro evento da Unipampa, os Jogos Universitários, dos quais ele participou da criação em 2013, quando estava na graduação. A competição reúne delegações dos 10 campi da universidade para práticas esportivas.